Inadimplência ainda em baixa fará concessão de créditos continuar alta

Segundo analistas, a inadimplência ainda está baixa, e crescimento do emprego formal contribui para mantê-la assim

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SÃO PAULO – A concessão de crédito deve continuar em alta no segundo semestre deste ano e também em 2009, de acordo com analistas que participaram do 1º Seminário Semestral ACSP (Associação Comercial de São Paulo), realizado nesta quarta-feira (30).

O sócio-diretor da AMB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, apontou que, embora a inadimplência tenha crescido, ela ainda não está em patamares altos e preocupantes. “A inadimplência cresceu, mas não de forma absurda”, considerou.

Aumento do emprego

Para Barros, o principal motivo para que uma pessoa deixe de pagar suas dívidas e financiamentos é a perda do emprego por alguém da família. “O emprego formal deve continuar crescendo. E isso continuará fazendo o consumo subir”, afirmou.

O superintendente de economia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Nicola Tingas, compartilha dessa opinião, embora alerte para o fato de que muitas das pessoas que estão adquirindo crédito atualmente não tinham o hábito de fazê-lo e, por isso, podem enfrentar problemas na administração das contas.

Para o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, a inadimplência ainda deve aumentar, mas não de forma explosiva. Ele também considera que o risco de endividamento ocorre devido ao fato de que a concessão de crédito cresce acima do crescimento da massa salarial. “Se isso continuar, teremos problemas sérios”, considera.

Crescimento do crédito

Tingas também indicou que o crescimento do crédito foi registrado em todos os setores da economia, mas, para pessoa física, o crescimento foi maior no setor habitacional.

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Segundo dados que ele mostrou durante o seminário, em junho deste ano, o crédito para pessoa física representava 34% do total concedido, enquanto para indústria era de 23% e para outros serviços, 17%. Os setores de comércio e rural aparecem logo em seguida, com 10% e 9% de participação, seguidos por habitação (5%).