Publicidade
SÃO PAULO – Buscando ajudar a população de menor poder aquisitivo na realização do sonho da casa própria, o governo estaria estudando a possibilidade de se reduzir as taxas de juros cobradas nos financiamentos que utilizam recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A informação foi dada pelo atual ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, em entrevista na semana passada.
Medida faz parte de agenda positiva
A iniciativa deve contribuir para a retomada do setor de construção civil, que amargou queda de 8,5% no ano passado, ajudando na geração de novos postos de trabalho. Segundo o ministro, a medida está entre as prioridades do atual governo e faz parte da agenda positiva que deve ser colocada em andamento a partir desta primeira semana de março.
A medida ainda precisa ser encaminhada para o Conselho Curador do FGTS, mas segundo Berzoini a intenção é beneficiar apenas as famílias com renda mensal entre um e três salários mínimos, ou seja, com renda entre R$ 240 e R$ 720.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Atualmente, as taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal nos financiamentos para compra, reformas ou construção de imóveis com recursos do FGTS (Carta Crédito FGTS) variam de acordo com o poder aquisitivo da família. Podendo ser de 6% ao ano no caso de famílias com renda de até R$ 1 mil, ou de 10,16% no caso de famílias com renda de R$ 4,5 mil.
Transferindo ganhos ao trabalhador
O ministro ressaltou que desde 2000, o FGTS tem registrado um forte crescimento na captação. Em 2003, cerca de R$ 24,956 bilhões teriam sido depositados frente a saques de R$ 20,372 bilhões, o que equivale a uma captação líquida de R$ 4,584 bilhões.
Como os depósitos do FGTS são remunerados em 3% ao ano mais variação da TR, e os recursos captados do fundo aplicados no mercado financeiro a taxas bem mais elevadas, o fundo acaba dando lucro. Exatamente por isto o governo estaria estudando alternativas de se transferir parte destes ganhos ao trabalhador através da oferta de taxas de juros mais baixas nos financiamentos com recursos do FGTS.