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SÃO PAULO – Os dados do último relatório de política monetária do Banco Central, referentes ao mês de julho, estimam em cerca de 13% a inadimplência média nas linhas de crédito concedidas a pessoas físicas.
Contudo, ao verificarmos a inadimplência nos financiamentos imobiliários, o que se verifica é uma taxa muito mais elevada.
Inadimplência melhorou em relação a junho
A afirmação se baseia nos dados do último relatório mensal do Sistema
Financeiro de Habitação, que também se refere ao mês de julho de 2004.
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Com base nos dados de inadimplência do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimos) pode-se constatar que cerca de 28,91% dos contratos podem ser
considerados inadimplentes, pois as prestações estão com atraso de mais de
três meses.
Ainda que elevada, a taxa de inadimplência de julho fica abaixo daquela
registrada em junho, que foi de 29,71%. Porém, é quase quatro vezes maior
do que a inadimplência registrada em fevereiro de 1995, que foi de 7,5%.
Carteira Hipotecária tem inadimplência mais baixa
Ao analisarmos os vários tipos de contratos de financiamento existentes o que se verifica é que a inadimplência entre os contratos corrigidos com base na TR (taxa referencial) é menor nos financiamentos do tipo Carteira Hipotecária (27%), que são destinados a imóveis de valor superior a R$ 300mil. Além desses financiamentos existem os do tipo SFH, que se destinam a imóveis de valor mais baixo.
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Em alguns dos contratos de financiamento indexados pela TR, que não são do tipo Carteira hipotecária, e também não têm as prestações calculadas com base no PES (programa de equivalência salarial) ou no PCR (programa de comprometimento de renda) a inadimplência atinge a impressionante marca de 52,34%.
Nos contratos do PES e PCR o que ocorre é que se limita o valor da prestação de acordo com a capacidade de pagamento do mutuário, e caso o valor total não seja quitado, cria-se um saldo devedor residual. Esse saldo pode então ser re-financiado, ou pago integralmente ao final do prazo de financiamento.
Falta de limite na prestação aumenta inadimplência
A falta de limitações desta natureza levou a uma forte inadimplência entre os contratos (indexador por TR) assinados no período de 1993 e 1998. Já que, como indicam os dados do relatório de julho, os contratos do tipo PES e PCR respondem, respectivamente, por apenas 8,23% e 6,68% do total de contratos do mercado.
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A inadimplência também é elevada nos contratos antes de 1993, alcançando 51,98% nos contratos assinados até 1986. Já nos contratos assinados entre 1986 e 1993, a inadimplência chega a 37,39% em algumas modalidades específicas de financiamentos.