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SÃO PAULO – Os bancos privados e estatais aumentaram as opções para obtenção de financiamento de imóveis usados, revela pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
“Um cenário gratificante para nossa categoria que, há anos, vem lutando solitariamente por melhores e maiores facilidades para a população ter acesso à casa própria”, comemora José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
O levantamento, que consultou dez instituições bancárias, constatou alternativas que vão de juros iniciais menores até maiores facilidades para comprovação de renda, mas o Creci-SP cita a redução da parcela a ser paga à vista como o principal ganho.
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“Muitos compradores que dispõem de alguma reserva financeira têm hesitado bastante em fazer a aquisição pelo temor do desemprego, preferindo continuar a pagar um aluguel que poderia ser usado para pagar a casa própria”, lembra Viana.
Variação dos juros progressivos
De acordo com a pesquisa, os bancos criaram uma escala de juros que iniciam em um patamar baixo para depois se estabilizar. Esse benefício, diz o conselho, ajuda o mutuário a adequar sua renda às condições de pagamento da casa ou apartamento usado.
A Caixa Econômica Federal (CEF) oferece a menor taxa de juros anuais (6%) para quem captar empréstimos pela Carta de Crédito FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
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Na outra ponta, destaca-se a taxa cobrada pelo Santander Banespa (18,45%) nos empréstimos da modalidade Super Casa 20 SFH e Carteira Hipotecária.
Já os maiores prazos para pagamento são oferecidos pelo Bradesco, Santander Banespa, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa: 20 anos. As outras instituições pesquisadas não oferecem mais do que 15 anos para quitação da dívida.
Renda média e prestação fixa
A pesquisa revelou, também, que, entre os bancos estatais, a Caixa Econômica Federal é a que faz menos exigências quanto à renda para concessão de empréstimos. A estatal exige rendimentos a partir de R$ 300,01 e financia até 90% do imóvel, mas o empréstimo não pode ser menor do que R$ 3 mil.
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Entre as instituições privadas, o destaque fica com o Bradesco. A renda mínima é de R$ 1.333,33 e o financiamento é limitado a 80% do valor do imóvel. A novidade é que as prestações podem ser fixas para os empréstimos de até R$ 250 mil com juros de 16% ao ano e prazo máximo de pagamento de 12 anos.
“Pode-se prever que a inadimplência neste tipo de aquisição é muito baixa, e será ainda menor quanto maiores forem as facilidades, porque a última coisa que alguém deixa de pagar é sua casa própria”, avalia Viana.