Idec quer revisão das novas regras dos planos de saúde

Para tanto, pede o apoio dos consumidores para exercer pressão sobre os diretores da ANS contra reajuste de até 500% entre as faixas etárias

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SÃO PAULO – Com a entrada em vigor do Estatuto do Idoso, uma nova regra em relação aos planos de saúde acabou atingindo uma grande parcela da população. A nova lei determina que as mensalidades dos planos de saúde de idosos com mais de 60 anos não podem sofrer qualquer reajuste.

Novas regras

Por conta disto, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) diluiu o reajuste que seria feito para este faixa etária entre os usuários mais jovens, ampliando para dez o número de faixas etárias em que pode haver o reajuste do plano de saúde, tal como: de 0 a 18 anos; de 19 a 23 anos; de 24 a 28 anos; 29 a 33 anos; 34 a 38 anos; 39 a 43 anos; 44 a 48 anos; 49 a 53 anos; 54 a 58 e 59 anos ou mais.

O problema, contudo, é que a mudança implementada pela ANS nada muda no que se refere à diferença da mensalidade entre a primeira e a décima faixa etária, a qual pode chegar a 500%.

Campanha do Idec

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), este percentual é “incompatível com o cenário sócio-econômico do país, compromete o orçamento familiar e obriga um grande número de consumidores a abandonar a cobertura dos planos e buscar amparo na rede pública”.

Sendo assim, para tentar fazer com que a ANS reveja essas novas regras para os planos de saúde, levando-se em consideração o momento de adaptação dos contratos antigos, o Idec pede o apoio de todos os consumidores, que de uma forma ou de outra serão atingidos, para participarem de uma campanha junto aos diretores da ANS.

Existem algumas formas para se manifestar a favor do Idec na campanha. A primeira é enviando um modelo de carta preparado pelo Idec por e-mail. Outra opção é ligar para o Disk ANS (0800-7019656) e manifestar o desejo de revisão das regras para o fim do aumento de 500%. Para saber mais sobre as mudanças nas regras dos planos de saúde, não deixe de ler nosso artigo sobre o assunto, clicando aqui.

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