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SÃO PAULO – Mais adolescentes devem ser beneficiados pelo programa Bolsa-Família. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, afirmou nesta quinta-feira (1º) que o governo estuda a possibilidade de aumentar de 15 para 18 anos a idade máxima para receber a ajuda de custo.
Apesar da afirmação, Ananias não explicou quando a mudança será empregada. “Os estudos estão sendo feitos por um grupo de técnicos. Vamos reunir nos próximos dias os ministros envolvidos nessa área, e as propostas serão levadas para decisão do presidente Lula”, explicou à Radiobrás.
O benefício
De acordo com informações disponibilizadas no site da Caixa Econômica Federal, o benefício é pago a famílias com renda per capita de até R$ 50; é necessário que a criança esteja na escola. O valor corresponde a uma parcela básica no valor de R$ 50, além de outros R$ 15 por cada criança – até um limite de R$ 45.
Na avaliação de Patrus, ampliando-se o tempo do benefício aumenta-se também a freqüência escolar, uma vez que muitos jovens não concluem o ensino fundamental até os 15 anos.
“Essa seria uma possibilidade de conclusão do ensino fundamental e até mesmo de acesso ao 2º grau”.
Poder de compra
Outra idéia é reajustar o valor dados às famílias com base na inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com isso, seria mantido o poder de compra.
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“É fundamental esse reajuste para que o programa continue alcançando seus objetivos, assegurando o direito à alimentação”, afirmou.
Além disso, os técnicos estudam a possibilidade de uma revisão periódica do programa e a criação de um fundo para crianças que tenham bom desempenho escolar.