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SÃO PAULO – Segundo a “Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária”, divulgada nesta quarta-feira (01), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de leitos para cada mil habitantes diminuiu, desde 2002, de 2,7 para 2,4, puxado principalmente pela rede privada.
No período, o Brasil deixou de atender à recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que prevê de 2,5 a 3 leitos para cada mil pessoas. O IBGE justifica o fato da queda do número de leitos com a redução na rede privada de saúde, que teve perda anual de 3,2%.
Rede pública e privada
Segundo a Agência Brasil, mesmo com a diminuição do número de leitos oferecidos, a rede privada, que abrange os planos de saúde e os serviços particulares, ainda é responsável por 66,4% dos cerca de 450 mil leitos do País.
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Já no segmento público, apesar do aumento de 1,8% na oferta de leitos, no período de 2002 a 2006, a relação mil habitantes por leito caiu 1,2%, fato explicado pelo aumento da população.
Análise Regional
As maiores reduções de leitos por mil habitantes foram registradas nos estados do Amapá e Roraima que, no ano passado, apresentavam índices de 1,5 e 1,2, respectivamente. Abaixo de dois leitos para cada mil habitantes ficaram também os estados do Amazonas (1,6), Sergipe (1,8) e Pará (1,9).
Os estados que seguem os parâmetros previstos pela OMC são Paraíba e Pernambuco (2,5), Santa Catarina (2,7), Mato Grosso do Sul (2,7), Paraná e Rio Grande do Sul (2,8), Goiás e Rio de Janeiro (2,9).
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Fato pode não ser negativo
Segundo o presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados, Adriano Londres, a diminuição do número de leitos não indica algo negativo, já que alguns procedimentos já podem ser realizados fora do ambiente hospitalar.
“Há uma tendência natural de ‘desospitalização’, que é um fenômeno mundial, em função dos avanços tecnológicos e da medicina. Isso faz com que inúmeros procedimentos que antes eram realizados apenas no ambiente hospitalar possam ser feitos em outros locais, como clínicas e consultórios médicos”, afirma.