Publicidade
SÃO PAULO – Se o brasileiro começa o ano endividado é porque faltou planejamento. Segundo o Balanço de 2005 da pesquisa Perfil do Inadimplente realizada pela Telecheque (empresa especializada na concessão de crédito no varejo), o descontrole financeiro é o principal motivo da inadimplência nas compras com cheques.
Cerca de 55% não se planejam
De acordo com o estudo, que ouviu mais de 5 mil pessoas ao longo do ano passado, esta foi a resposta de 55% dos consumidores.
“O ano de 2005 foi marcado pela mudança de comportamento do consumidor com relação ao pagamento das compras”, afirma o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto. “Os prazos praticados no varejo estão bem mais longos. Sem dúvida, este fator tem contribuído para o endividamento do consumidor e dificultado o controle financeiro”, informa.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Segundo a Telecheque, 51% das compras que geraram inadimplência foram pagas à vista, 20% foram parceladas em duas vezes e 15% delas em três pagamentos. Aproximadamente 53% desses cheques valiam entre R$ 50 e R$ 200.
Os segmentos da economia que mais sentiram o com essa inadimplência foram os postos de gasolina (19%), supermercados (16%), as lojas de confecções (14%) e as de calçados (9%).
Perfil do devedor
Entre os homens, esse motivo foi apontado por 30% dos entrevistados; 1 ponto percentual acima dos 29% das respostas femininas que admitiram o descontrole financeiro como o motivo da devolução de seus cheques.
Continua depois da publicidade
Os mais inadimplentes no ano de 2005 também foram os homens (51%). Segundo a pesquisa, 47% entre todos os inadimplentes são casados, 67% têm idade entre 21 e 40 anos e 39% garantem ter completado o Ensino Médio.
Principais motivos de inadimplência
Apesar de o descontrole financeiro responder pela maior parte dos cheques devolvidos, outros motivos também motivaram a inadimplência.
O empréstimo de cheques para terceiros despontou como a segunda causa da inadimplência; resposta de 26% dos consultados. O atraso salarial (23%) e o desemprego, com 15% das respostas, foram os outros motivos mais citados que levaram os nomes dos consumidores aos cadastros de restrição de crédito.