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SÃO PAULO – Realizar operações bancárias de casa, além de evitar o tempo de espera perdido nas filas das agências, também proporciona economia significativa para o cliente, que paga tarifas mais baratas nos serviços oferecidos pelo homebanking. Isso é o que comprova uma pesquisa realizada pela Pro Teste junto a 14 instituições financeiras.
Segundo a sondagem, a diferença de preços pode chegar a impressionantes R$ 450 ao ano. Esse é o valor que um correntista do BankBoston deixaria de gastar caso efetuasse suas transações bancárias exclusivamente pela internet ou pelo telefone ao longo de 12 meses. A estimativa leva em conta uma cesta de produtos que inclui 20 folhas de cheques, três extratos e três transferências interbancárias (DOC ou TED) por mês. Este pacote custa R$ 51,50 nas agências e R$ 14 no homebanking.
Economia em todos os bancos
Como o BankBoston é considerado um banco de elite, por aceitar apenas clientes com renda mensal superior a R$ 4 mil, a Pro Teste estendeu sua avaliação a instituições financeiras mais próximas à realidade do brasileiro médio. Em proporções menores, a discrepância de custos se repete em todos os cenários.
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No caso do HSBC, por exemplo, a economia do cliente é de R$ 78 por ano, considerando uma cesta de serviços simples e usual, com cinco folhas de cheque, um extrato e uma transferência interbancária ao mês. Este valor poupado pelo correntista se deve ao fato de que o conjunto de produtos vale R$ 20,50 mensais, nas agências, e R$ 14, se utilizados pela internet. Cabe ressaltar que, neste caso, não valem as transações telefônicas.
Em outro banco acessível à população brasileira, como a Caixa Econômica Federal, o emprego do homebanking possibilita economia anual de R$ 180, se o correntista contratar um pacote igual aquele considerado no BankBoston. Na CEF, esta cesta custa R$ 40 nas agências, e R$ 25 pela internet ou telefone.
Vale dizer que a Pro Teste analisou os preços de serviços oferecidos pelo Banco do Brasil, Banco Real, Banespa, BankBoston, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Safra, Santander e Unibanco.
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A pesquisa não ponderou os gastos com pulsos telefônicos ou com internet, no entanto, também desconsiderou eventuais custos que os clientes têm ao se dirigirem às agências, como estacionamento e gasolina.
Falhas
Por último, a Pro Teste destaca que durante o trabalho realizado junto às instituições financeiras, a falta de informações claras aos consumidores chamou a atenção.
Como exemplo, a entidade comenta que muitos funcionários não conhecem o funcionamento dos produtos, e em outros casos há números divergentes apresentados no site da instituição e informados por telefone.