Habitação é meta da Caixa Econômica até o final do ano

Caixa Econômica Federal dá andamento a uma série de medidas que visam a ampliação do mercado pelos próximos seis meses

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SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal decidiu direcionar seus esforços no segmento de habitação até o final do ano, mantendo a disponibilidade orçamentária já sinalizada na primeira metade de 2005.

Para se ter uma idéia, nos seis primeiros meses deste ano a Caixa Econômica emprestou R$ 2,9 bilhões em financiamentos imobiliários, volume 25% maior que aquele verificado um ano antes. Somente em 2005, as concessões passaram de R$ 362 milhões para R$ 826 milhões, entre janeiro e junho.

Ações realizadas

A maior flexibilização na avaliação de risco de crédito é outro fator que deve alavancar os negócios do setor. Dados da instituição mostram que, de um total de 15 mil avaliações feitas, 86% foram aprovadas sem restrições, enquanto 13% tiveram a aprovação condicionada à regularização de pendências financeiras e restrição cadastral, pagando suas dívidas ou renegociando o débito.

Agora já é possível comprovar capacidade de pagamento através da quitação regular de, no mínimo, 12 meses de aluguel de valor igual ou maior que o da prestação pretendida. Para quem não tem como comprovar tais depósitos, a Caixa estuda uma forma alternativa, como, por exemplo, aceitar depósitos regulares dos referidos valores em uma conta poupança para atestar a regularidade avaliada pelo banco.

Vale lembrar que a resolução 460/04 do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) tem trazido resultados ao setor, dado o subsídio especial oferecido a famílias com renda de até R$ 1,5 mil e aumento do limite de renda para a compra de imóvel novo e na planta (R$ 4,9 mil) e imóvel usado (R$ 3 mil).

Por último, complementando a série de ações da instituição para estimular o segmento, vale lembrar que pelos próximos 90 dias todos os clientes da CEF terão crédito pré-aprovado para a aquisição de materiais de construção a juros mais atrativos.