Publicidade
SÃO PAULO – Em julho, o Grupo Suzano formou uma joint venture com o Grupo Sonae e estabeleceu uma holding que reúne os investimentos na área de corretagem de seguros e resseguros de ambas as empresas. O Grupo Suzano detém 49,99% da joint e o Sonae, 50,01%.
Os dois grupos já eram parceiros na LAZAM-MDS, empresa que resultou da união entre a LAZAM, fundada em 1976 pelo Suzano, e a portuguesa MDS, criada pelo Sonae em 1984.
Bom Angelo: “Participar de holding global era um sonho antigo” |
“A lógica da operação é a união de dois grandes grupos, que têm longa tradição em corretagem de seguros. O Grupo Suzano é o terceiro em corretagem no Brasil e o Sonae é o maior de Portugal neste mesmo segmento. Nos últimos dois anos, os dois cresceram com aquisições e de forma orgânica também”, explica o presidente da LAZAM-MDS e membro do Conselho de Administração da joint, Eduardo Bom Angelo.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
A joint venture irá gerir uma carteira de prêmios superior a US$ 1,8 bilhão, em 21 países, posicionando-se entre as 15 maiores do mundo.
Sobre a operação
A operação já era desenhada há 12 meses. O objetivo é reforçar a presença em áreas nas quais os dois grupos já atuam. Segundo o vice-presidente da Suzano Holding, Daniel Feffer, “esta nova empresa, de abrangência mundial, amplia os horizontes de negócios e dá musculatura para seguir competindo num mercado em processo de consolidação”.
“A joint ventura terá ainda melhores condições para se firmar como uma referência na indústria mundial de seguros”, afirma o CEO da MDS, José Manuel Dias da Fonseca.
Continua depois da publicidade
Perspectiva
A joint venture terá 100% do controle da LAZAM-MDS, no Brasil, e da MDS, em Portugal, 32,2% do broker de seguro independente Cooper Gay, e 25% da Seguros Continente, que explora a venda de seguros na rede de supermercados da Sonae em Portugal. “Com a operação, colocaremos o Brasil no ranking mundial. Participar de uma holding global era um sonho antigo”, afirma Bom Angelo.
“Os dois grupos possuem muitas similaridades e a origem das corretoras é parecida: elas nasceram dentro de grupos familiares e registraram forte crescimento nos últimos anos”.
O executivo enfatiza que a joint venture permitirá ainda formalizar e reforçar a troca de experiências nos diversos mercados e setores de atuação, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços e ampliando o leque de soluções. “Sob o ponto de vista interno, será positivo no que tange à busca por inovação, melhores práticas de gestão e expertise”.
Continua depois da publicidade
Com relação à crise no setor de corretagem de seguros e resseguros, Bom Angelo explica que, durante alguns meses, o impacto negativo foi sentido no ramo de automóveis. Mas a situação já foi revertida. “Tanto no Brasil quanto no exterior, as perspectivas são de crescimento e elevação no nível de maturidade do setor. Este é um dos setores de serviços que mais cresce no mundo e que passa por um momento de forte consolidação”, completa.