Greve paralisa serviços com hora certa dos Correios

Estão supensos: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta; trabalhadores reivindicam auxílio periculosidade e participação nos lucros

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SÃO PAULO – Funcionários da ETC (Empresa de Correios e Telégrafos) estão sem trabalhar desde o início da manhã desta terça-feira (1). Com a greve, segundo a assessoria de imprensa da entidade, os serviços com hora certa como o Sedex 10, o Sedex Hoje e o Disque Coleta estão suspensos.

A empresa ainda não sabe ao certo o índice nacional de adesão. Na região metropolitana de São Paulo e Baixada Santista, cerca de 20% do total de 20 mil empregados estão paralisados, conforme informa a assessoria regional da entidade.

De acordo com o secretário geral da Fentec (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), aproximadamente 80% dos trabalhadores do setor operacional não estão trabalhando.

Ele informa que a greve já atinge 22 estados e que os demais (Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima) decidem, em assembléia, ainda nesta terça-feira pela adesão ou não à greve. Algumas cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais também realizarão assembléias.

Reivindicações

Segundo Cantoara, a categoria reivindica a adoção de um novo PCCS (Plano de Carreiras, Cargos e Salário), nova política de participação nos lucros e incorporação de 30% referente a um adicional de periculosidade.

Contudo, por meio de sua assessoria, os Correios alegam que o governo federal especifica quais as profissões que podem ou não receber o auxílio e os carteiros não seriam uma delas. Contudo, afirma a empresa, na tentativa de compensar os funcionários, a entidade criou um bônus no valor de R$ 260, que já começou a ser pago.

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Em entrevista à Agência Brasil, Cantoara declarou que tal gratificação não era o combinado, por isso, o início da greve. “O governo liberou R$ 390 milhões para resolver o problema e a empresa aplicou de outra forma, sem discutir com os trabalhadores, pagando R$ 260 milhões (de forma) linear para os carteiros. Por esse motivo estourou a greve em todo o país”.

Consumidor

Para que o consumidor não saia com maiores prejuízos, a advogada da ProTeste – Associação de Consumidores, Karin Veloso, aconselha ao cidadão que procure por serviços alternativos de entregas. “Se não for possível a substituição por fax ou e-mail, o consumidor deve procurar outras empresas de entrega que concorrem com o próprio Correio”, diz.

Já para aqueles que já postaram e correm o risco de não receberem ou de não terem uma correspondência entregue, Karin adverte: “É importante que o consumidor verifique o andamento da entrega pelo próprio site dos Correios. Caso ele seja prejudicado de alguma forma, deve reclamar em algum órgão de defesa do consumidor, inclusive podendo exigir, em juizado especial, indenização, em caso de prejuízo moral ou financeiro.”