Greve dos vigilantes: agências bancárias devem reabrir, sob pena de multa

TRT-SP decidiu aplicar multa diária aos representantes do trabalhadores de segurança, caso bancos não reabram

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SÃO PAULO – O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região decidiu, nesta quarta-feira (4), aplicar multa diária de R$ 10 mil aos representantes dos trabalhadores em segurança privada para cada agência bancária ou órgão público que deixar de funcionar, a partir de quinta-feira (5), em virtude da greve dos vigilantes, que completou dois dias.

De acordo com o termo de audiência, foi determinado que pelo menos 90% dos seguranças devem permanecer em serviço, “tendo em vista a possibilidade de prejuízo às necessidades inadiáveis da sociedade, como, por exemplo, o noticiado possível fechamento dos bancos e de instituições públicas”.

Nesta quarta, mais de 570 agências bancárias das cidades de São Paulo e de Osasco não abriram por causa da paralisação da categoria, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

No entanto, de acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), como os clientes têm as opções de utilizar a rede de auto-atendimento das próprias agências, os caixas eletrônicos externos, atendimento por telefone, internet e rede de correspondentes não-bancários (como casas lotéricas e supermercados) para o pagamento das contas, não houve a necessidade de adiar a data de vencimento.

Vigilantes decidem se voltam ao trabalho nesta quinta

Conforme informou o Sindicato dos Bancários, a categoria dos vigilantes do estado pede melhoria nas condições de trabalho, como adicional de risco de vida de 30% ao ano sobre o salário, aumento no vale-alimentação e reajuste salarial de 9,9%. O sindicato patronal já fechou acordo salarial com 13 sindicatos de trabalhadores no estado, cerca de 67% da categoria.

Com outros nove sindicatos, o Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo) continua negociando no TRT, onde foi instaurado o dissídio coletivo econômico e de greve.

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Na manhã desta quinta-feira, os vigilantes devem realizar nova assembléia para definir se voltam ao trabalho. A partir das 15h, o TRT julga o dissídio coletivo da categoria.

De acordo com a Agência Brasil, existem em funcionamento no estado 370 empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal, que empregam em torno de 100 mil vigilantes.