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SÃO PAULO – O atendimento em 52 das 159 agências da Previdência Social do Estado de São Paulo foi interrompido na última quarta-feira (13) por conta da paralisação dos peritos médicos, informa a assessoria de comunicação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paulista.
Os peritos reivindicam, entre outros itens, melhores condições de trabalho e de segurança. A paralisação, prevista para terminar nesta quinta-feira (14), pode ser prorrogada, por conta do assassinato de uma médica em Governador Valadares (MG).
Atendimento
Conforme divulgado pela Agência Brasil, as agências nas cidades de São João da Boa Vista, Catanduva, Jales, Cruzeiro, São Roque e São Bernardo do Campo prestaram apenas atendimento parcial na última quarta (13).
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As de Araras, Rio Claro, Tietê, Leme, Mococa, Mogi-Guaçú, Mogi-Mirim e Pirassununga não forneceram dados sobre os atendimentos e nas demais, o serviço funcionou normalmente.
De acordo com a nota divulgada pelo Ministério da Previdência Social, os segurados que têm hora marcada devem comparecer à agência para serem atendidos. Caso isso não seja possível por causa da paralisação dos peritos médicos, os exames serão reagendados na própria agência onde o serviço foi solicitado.
Paralisação dos servidores
Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo (Sinsprev), Rita de Cássia Assis, a paralisação dos servidores do INSS, prevista para esta quinta-feira (14), tem o objetivo de forçar uma negociação com o Governo, principalmente com relação ao plano de cargos.
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Uma das reivindicações da categoria é a realização de um concurso público imediatamente após o período eleitoral. “Estamos com um déficit de funcionários nas agências. Funcionamos com horário estendido sem que tenha aumentado o número de servidores”, afirmou Rita de Cássia.
Greve não é legítima
Conforme divulgado pela Previdência Social, o INSS entrou com uma ação na Justiça a fim de interromper a paralisação e solicitar a volta imediata dos peritos. Além disso, a entidade quer fixar uma multa de R$ 100 por perícia não realizada.
Entretanto, além desta paralisação, os servidores e peritos de todo o País preparam uma greve geral para os próximos dias 20 e 21 de setembro.