Greve dos peritos do INSS deve ser decidida até quarta

Peritos recebem prazo para definir situação, mas servidores federais da área de saúde e ministérios do Trabalho e Previdência cruzarão os braços

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SÃO PAULO – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os médicos peritos da Previdência Social devem encerrar a negociação da greve da categoria até quarta-feira (20).
A determinação foi dada na última segunda-feira (18) pelo procurador da República, Peterson de Paulo Pereira. Ele havia se reunido com o presidente do Instituto, Valdir Moyses Simão, e o vice-presidente da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP), Luiz Carlos Argolo.
Novas contratações

Conforme Pereira, caso o INSS e a ANMP não entrem em consenso sobre o futuro do atendimento previdenciário, algumas medidas de urgência serão tomadas. Entre elas, está a contratação de profissionais em caráter temporário, como forma de normalizar o atendimento.

Paralisação geral

Em meio às indecisões quanto ao futuro das perícias do INSS, está programada uma greve geral dos servidores de saúde federal, do próprio instituto e dos ministérios da Previdência e Trabalho.
Os profissionais devem “cruzar os braços” na quarta-feira, reivindicando a implantação da carreira, fixação de condições dignas de trabalho e alterações na Medida Provisória 301, que tramita no Senado com a mudança na remuneração dos servidores do Poder Executivo como tema central.
A paralisação foi decidida na plenária da Federação Nacional da Seguridade Social (Fenasps), no último dia 2 em Brasília.
Os servidores públicos também anunciaram que será realizada nesta terça-feira uma passeata. A saída está marcada para as 14 horas, na Candelária, Rio, com destino ao Escritório do Ministério da Saúde, no centro.
Greve

A greve dos peritos do INSS foi iniciada na última sexta-feira (15). Porém, as paralisações começaram efetivamente no dia 13, quando os médicos cruzaram os braços por 24 horas como forma de protesto contra o assassinato da perita Maria Cristina Souza Felipe da Silva, morta a tiros na porta de sua casa em Governador Valadares, Minas Gerais.
Desde então, a greve, por tempo indeterminado, tem como reivindicação segurança no trabalho. A pauta inclui pedidos para aumentar o número de consultórios no País e melhorar o atendimento aos beneficiados do INSS.
Com informações da Agência Brasil.