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SÃO PAULO – A direção dos Correios e o comando de greve dos trabalhadores chegarama um acordo durante audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), após 22 dias de paralisação. A proposta negociada será enviada nesta quarta-feira (5) para avaliação pelos 35 sindicatos da categoria, com indicativo de aprovação pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares).
Se as condições forem aceitas, o trabalho será retomado na próxima quinta-feira (6) e as entregas serão normalizadas em uma semana, conforme expectativa da diretoria da empresa. O vice-presidente de Gestão de Pessoas, Larry de Almeida, explica que a maior dificuldade para colocar o serviço em dia será nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
As prioridades serão das encomendas com medicamentos, que estão tendo atendimento preferencial e encontram-se praticamente regularizadas. “Com o apoio de todos trabalhando nos fins de semana, teremos um grande avanço em colocar o serviço em dia”, completa Almeida, conforme publicado na Agência Brasil.
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Comemoração e a aprovação pelos sindicatos
De acordo com o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, a aprovação da proposta nas assembleias “não vai ser fácil”, mas ele acredita que os trabalhadores vão refletir sobre o que foi negociado. “Nenhuma categoria teve mais de 5% de ganho real neste ano. Isso é uma vitória significativa”, comemora.
Na avaliação de Almeida, a proposta aprovada na audiência contemplou os interesses dos trabalhadores, da empresa e da sociedade. “Estamos trazendo ganhos reais signficativos para os trabalhadores de base. O piso do trabalhador teve um ganho bastante significativo e que vai representar muito para a categoria profissional”, conclui.
A proposta
Na tarda da última terça-feira (4), as partes chegaram ao seguinte acordo:
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- Aumento real de R$ 80 em outubro (ele só seria concedido a partir de janeiro de 2012);
- Trabalhadores abriram mão do abono de R$ 500 oferecido pela empresa;
- Reajuste linear dos salários e benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto;
- Ficou acordado ainda o pagamento de vale alimentação (R$ 25), vale cesta (R$ 140), vale extra (R$ 575 a ser pago em dezembro de 2011), reembolso creche/babá (R$ 384,95), auxílio para dependentes (R$ 611,02) e ressarcimento de gastos com medicamentos de até R$ 28 por mês;
- A empresa devolverá o valor já descontado de seis dias de paralisação até segunda-feira. O desconto deverá ser feito na proporção de meio dia de trabalho por mês, ao longo de 2012;
- Os 15 dias de greve que não serão descontados, deverão ser compensados com trabalho extra em finais de semana e feriados até maio de 2012, sendo que a empresa deverá convocar os funcionários com no mínimo 72 horas de antecedência.
Caso o acordo não seja aceito pelos sindicatos, o dissídio será destribuído para um ministro relator para análise e posterior julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST.