Greve dos Correios pode acabar quinta e entrega será normalizada em uma semana

A proposta aceita tanto pelos Correios quanto pelo comando de greve será votada nesta quarta pelos 35 sindicatos da categoria

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SÃO PAULO – A direção dos Correios e o comando de greve dos trabalhadores chegarama um acordo durante audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), após 22 dias de paralisação. A proposta negociada será enviada nesta quarta-feira (5) para avaliação pelos 35 sindicatos da categoria, com indicativo de aprovação pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares).

Se as condições forem aceitas, o trabalho será retomado na próxima quinta-feira (6) e as entregas serão normalizadas em uma semana, conforme expectativa da diretoria da empresa. O vice-presidente de Gestão de Pessoas, Larry de Almeida, explica que a maior dificuldade para colocar o serviço em dia será nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

As prioridades serão das encomendas com medicamentos, que estão tendo atendimento preferencial e encontram-se praticamente regularizadas. “Com o apoio de todos trabalhando nos fins de semana, teremos um grande avanço em colocar o serviço em dia”, completa Almeida, conforme publicado na Agência Brasil.

Comemoração e a aprovação pelos sindicatos
De acordo com o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, a aprovação da proposta nas assembleias “não vai ser fácil”, mas ele acredita que os trabalhadores vão refletir sobre o que foi negociado. “Nenhuma categoria teve mais de 5% de ganho real neste ano. Isso é uma vitória significativa”, comemora.

Na avaliação de Almeida, a proposta aprovada na audiência contemplou os interesses dos trabalhadores, da empresa e da sociedade. “Estamos trazendo ganhos reais signficativos para os trabalhadores de base. O piso do trabalhador teve um ganho bastante significativo e que vai representar muito para a categoria profissional”, conclui.

A proposta
Na tarda da última terça-feira (4), as partes chegaram ao seguinte acordo:

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Caso o acordo não seja aceito pelos sindicatos, o dissídio será destribuído para um ministro relator para análise e posterior julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST.