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SÃO PAULO – Com a greve de alguns funcionários dos Correios, até cerca de 16 horas da tarde desta sexta-feira (4) 11 milhões de mercadorias estavam paradas na região metropolitana de São Paulo, o que corresponde ao que é distribuído em um dia.
Apesar de terminada a greve em alguns sindicatos do Estado de São Paulo – cinco em sete, com apenas Campinas e Ribeirão Preto paralisados -, no interior, o total é de 5 milhões de objetos parados, ante 4,5 milhões de entregas diárias. A conta não inclui os conteúdos emergenciais (cartas com selo e compras on-line) nem o Sedex.
Os Correios declararam que o total no Brasil é de 40 milhões de mercadorias paradas. Para entregar o volume, a empresa precisa de um dia e seis horas, tendo em vista que são feitas 34 milhões de entregas diariamente no País.
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Situação
Em alguns locais nos quais a greve terminou com mais rapidez, as mercadorias chegarão com mais agilidade. Nas cidades em que os Correios não entraram em greve, como Jales, Jaú e Itu, no interior de São Paulo, por exemplo, não acontecerão atrasos.
Há um plano da empresa para conseguir normalizar a situação, o que inclui horas-extras que serão feitas pelos funcionários. Na cidade de São Paulo, os Correios acreditam que a situação se normalize até a semana que vem.
Greve
De acordo com a Agência Brasil, dos 33 sindicatos de trabalhadores dos Correios no país, 18 ainda permanecem em greve. No Paraná, reunião acontece na tarde desta sexta-feira para decidir sobre a continuidade da paralisação. A greve teve início a zero hora de terça-feira (1).
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Os servidores dos Correios reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.