Greve dos bancários acaba parcialmente

As propostas da Fenaban foram aceitas em Curitiba, Ceará, Rondônia, Mato Grosso, Campinas, ABC paulista, Londrina e Campina Grande

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SÃO PAULO – Quem tem conta para pagar no feriado já pode ficar despreocupado. Isso porque a greve nacional dos bancários acabou parcialmente na noite última terça-feira (10) e alguns bancos devem voltar a funcionar normalmente neta quarta-feira (11).

Segundo nota da categoria divulgada à imprensa, após realização da 8ª rodada de assembléias em todo o País, as três propostas dos banqueiros foram aceitas nos principais sindicatos: Curitiba, Ceará, Rondônia, Mato Grosso, Campinas, ABC paulista, Londrina e Campina Grande.

Por outro lado, os trabalhadores de Belo Horizonte, Brasília, Pará, Piauí,
Roraima, Salvador e região, Sergipe, Pernambuco, Maranhão, Campo Grande,
Amapá, Florianópolis e Espírito Santo não estiveram de acordo com nenhuma das indicações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e continuam de braços cruzados por tempo indeterminado.

Privados x públicos

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande Norte e Alagoas os empregados
dos bancos privados também estiveram de acordo com as mudanças sugeridas pela federação. Os trabalhadores da Caixa Federal e do Banco do Brasil, contudo, mantiveram suas reivindicações e não aceitaram interromper a paralisação.

Em Porto Alegre, a proposta foi rejeitada no BB e na Caixa e a assembléia
dos bancos privados foi adiada para esta quarta-feira.

Proposta

Na 3ª proposta econômica, os banqueiros ofereceram um reajuste de 3,5% no salário e em todas as verbas de natureza salarial – inclusos vale-refeição e outros benefícios.

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Para a Participação dos Lucros a oferta prevê a distribuição de 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Além disso, há uma parcela adicional de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 e em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500. Para os bancos que tiverem um aumento de, pelo menos, 15% na lucratividade, fica garantido o mínimo de R$ 1 mil.

Reivindicações

No início das negociações, no final do mês passado, o Comando Nacional dos Bancários reivindicava aumento real de 7,05%, tanto sobre o salário quanto sobre os benefícios (auxílio babá, educação, vale-alimentação), além da reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados – de 5% do lucro linear mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Também era esperada a concessão da 13ª cesta alimentícia, de um vale-alimentação extra por ano e do 14º salário.

No ano passado, após greve de seis dias realizada em outubro, a categoria recebeu reajuste de 6%, R$ 1.700 de abono e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mínima de 80% do salário mais R$ 800.