Pressão por reajuste

Greve de servidores do BC interrompe estudos para lançamento do Real Digital

Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift) da autarquia é mais um setor impactado pelo movimento grevista

Por  Estadão Conteúdo -

Com a continuidade da greve dos servidores do Banco Central, a instituição decidiu suspender temporariamente o início dos trabalhos do “Lift Challenge”, umas das atividades realizadas pelo Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift) da autarquia.

De acordo com comunicado enviado aos participantes da plataforma, a autoridade monetária “entrará em contato quando a situação for resolvida”.

Em participação no Lift Day em 22 de março, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou que o “Lift Challenge”, lançado em novembro do ano passado, envolve nove projetos focados em inovações relacionadas aos estudos do BC para o lançamento do Real Digital.

O presidente do BC citou ainda projetos focados em soluções de inclusão e de educação financeira por meio do Open Finance, além da proposição de novos modelos de crédito utilizando tecnologias como Machine Learning e Inteligência Artificial.

O Lift conta com projetos inovadores também em crédito rural, compra e venda de ativos utilizando a tecnologia DLT, e uso de Inteligência Artificial para prevenção a fraudes dentro do Pix.

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) subiu ainda mais o tom em relação aos serviços e funções do órgão que podem ser afetadas pela greve dos servidores.

A entidade afirmou que a greve continua por tempo indeterminado e que poderá afetar as atividades preparatórias para o Comitê de Política Monetária (Copom) e para o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), além de poder “afetar ainda mais” a divulgação do Boletim Focus e de diversas taxas financeiras, como a Ptax.

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