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SÃO PAULO – O número de cheques devolvidos no mês de outubro aumentou em relação a setembro. A pesquisa é realizada mensalmente pela Telecheque, levando-se em conta o volume financeiro da inadimplência e não a quantidade de folhas de cheques devolvidas.
Em outubro, a taxa de devolução de cheques foi positiva em 2,67% frente à taxa de 2,29% de setembro, o que representa uma elevação de 38 pontos base. Houve elevação também em relação a outubro de 2003, quando a taxa esteve em 2,54%.
Do valor total de transações com cheques, 96,67% foram honradas, enquanto o percentual de cheques roubados foi de 0,66%. Por sua vez, cerca de 67% das transações foram feitas com cheques pré-datados e o restante com cheques à vista.
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Greve dos bancários puxou aumento das taxas no país
De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a greve dos bancários foi o principal motivo para a elevada inadimplência verificada no mês passado.
Acontece que muitos cheques ficaram detidos nos bancos na segunda quinzena de setembro, e os varejistas acabaram resgatando esses cheques apenas em outubro, quando houve uma maior concentração de documentos. As regiões Norte e Nordeste apresentaram a maior concentração de devoluções de cheques, pois sofrem mais o impacto causado pela greve.
Maiores e menores taxas
Segundo a Telecheque, em outubro praticamente todos os estados apresentaram aumento da inadimplência em relação a setembro. As taxas mais altas foram verificadas no Rio Grande do Norte (6,88%), aumento de 3,64 pontos percentuais frente ao último mês; no Amazonas (4,52%), com aumento de 0,61 p.p. Na Paraíba (4,41%), onde foi verificada a terceira maior taxa, o aumento foi de 1,92 p.p. sobre setembro.
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Novamente os melhores desempenhos ficaram com os estados do Sul do país, onde o consumidor tem um perfil mais conservador e não tem o costume de assumir o risco de endividamentos elevados. Em Santa Catarina, a taxa de inadimplência ficou em 1,42% em outubro praticamente estável em relação ao último mês. O Estado foi considerado o melhor pagador, já que 98,16% das transações foram honradas.
No Rio Grande do Sul a taxa foi positiva em 1,77%, ligeiramente abaixo do registrado em setembro. Já no Paraná, a taxa ficou em 2,02% no mês de setembro. Finalmente, em relação à inadimplência do cheque no Estado de São Paulo, a taxa verificada em outubro foi de 2,84%, praticamente estável frente à de setembro que foi de 2,82%