Governo vai facilitar crédito e acesso a bancos para pessoas com baixa renda

Novidade fica por conta dos empréstimos facilitados e subsídio dos custos operacionais dos bancos públicos

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SÃO PAULO – O governo deve anunciar em breve um pacote de medidas que deverão trazer benefícios na área de microcrédito. A idéia é tornar os empréstimos um processo menos burocrático, de forma que até mesmo os bancos sejam beneficiados, uma vez que se gasta muito mais com a burocracia do que com o oferecimento do microcrédito.

Créditos de R$ 50

Uma das medidas em estudo no Ministério da Fazenda diz respeito ao empréstimo de R$ 50 para qualquer pessoa, que deverá ter acesso à linha de crédito através dos correspondentes bancários, como casas lotéricas ou agências de atendimento da Caixa Econômica Federal. Para ter acesso ao crédito não é necessário enfrentar análise de ficha cadastral, comprovação de renda ou garantia.

A novidade prevê ainda que se o tomador do empréstimo pagar a dívida em dia, então ele terá direito a mais R$ 50, caso contrário, o crédito lhe será negado futuramente. Ainda de acordo com as medidas da equipe econômica, estuda-se uma forma de facilitar o acesso das pessoas de baixa renda ao sistema financeiro.

Contas correntes para população de baixa renda

Segundo a equipe econômica do governo, as pessoas com renda mensal entre zero e três salários mínimos (R$ 720), são as mais prejudicadas nesse sentido. Isto porque boa parte delas é excluída dos bancos pelo fato de as tarifas cobradas serem bastante elevadas, além de não possuírem a renda mínima exigida pelas instituições para a abertura da conta.

Por este motivo, o governo estuda a possibilidade de subsidiar essas contas, arcando com parte dos custos operacionais dos bancos públicos. Além disso, pretende-se criar contas com custo reduzido, semelhante às contas salários, em que o trabalhador tem direito a um cartão magnético para movimentação da contas, mas não recebe, por exemplo, talões de cheque.

Outro motivo que levou o governo a auxiliar essas pessoas diz respeito ao fato de que muitas delas usam a poupança como conta corrente. Isso acontece porque elas querem fugir do pagamento das tarifas e exigências dos bancos. O governo informou ainda que 90% das 15 milhões de cadernetas de poupanças existentes são utilizadas como conta corrente pelos clientes bancários.