Governo tenta aprovar nova CLT nesta terça-feira

SÃO PAULO – O Governo tenta aprovar nesta terça-feira (27/11) o projeto que prevê mudanças na legislação trabalhista vigente. A polêmica ao redor do projeto se deve ao fato de que este prevê a livre negociação entre trabalhadores e empregadores sobre alguns temas importantes como, por exemplo: duração de férias, licença-paternidade, remuneração extra por trabalho […]

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SÃO PAULO – O Governo tenta aprovar nesta terça-feira (27/11) o projeto que prevê mudanças na legislação trabalhista vigente. A polêmica ao redor do projeto se deve ao fato de que este prevê a livre negociação entre trabalhadores e empregadores sobre alguns temas importantes como, por exemplo: duração de férias, licença-paternidade, remuneração extra por trabalho noturno, adicional de insalubridade, etc.

Governo mantém votação apesar de dissidência aliada

Apesar do PMDB ter anunciado na semana passada de que votaria contra o projeto, o presidente da Câmara, Aécio Neves, optou pela votação imediata do projeto de forma a evitar que o mesmo continue travando a pauta. Como a matéria está sendo votada em caráter de urgência constitucional, travando a pauta de votação da Câmara.

Apesar disso, o líder do governo no Congresso, deputado Heráclito Fortes, afirmou que se o Governo julgar que existe risco do texto não ser aprovado é possível que o Governo tente adiar a votação. Para conseguir aprovação do projeto é preciso garantir a maioria, mas para isso é necessário que pelo menos 257 deputados estejam presentes. É nisto que aposta o líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro. Para ele os governistas que não apóiam a matéria poderão optar por sair do plenário na hora da votação de forma que não haveria quorum suficiente para aprovação do projeto.

Oposição aposta em demonstrações

Já os oponentes ao projeto acreditam no poder de persuasão sas manifestações populares, para mudar a opinião dos políticos favoráveis ao projeto. Neste sentido, deverão ocorrer manifestações dentro e fora do Congresso contra as mudanças na CLT. Enquanto alguns sindicalistas pretendem ficar no aeroporto na tentativa de convencer alguns dos deputados que chegarem para a votação.

Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Hugo Cavalcanti, se o projeto for aprovado em plenário, a associação realizará um ato público de esclarecimento da sociedade. Cavalcanti afirmou que a associação considera entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o projeto. Apesar de preocupado com a possibilidade de tumulto, o presidente da Câmara continua afirmando que quanto antes o projeto for votado melhor.

O que muda na CLT com o novo projeto

A grande novidade está na mudança do artigo 618 da CLT de forma a privilegiar as negociações entre patrões e funcionários, assim como decisões tomadas em convenção ou acordo coletivo, frente ao disposto na lei. Contudo as negociações não poderão contrariar a Constituição, a legislação trabalhista e previdenciária, as leis do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do vale-transporte, do programa de alimentação do trabalhador e as normas de segurança e de saúde.

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Desta forma o projeto mantém os direitos garantidos ao trabalhador como férias remuneradas, 13) salário, FGTS, adicional de 30% para férias, mas permite que sejam negociadas mudanças na forma dos benefícios. Desta forma, patrões e trabalhadores poderiam negociar e chegar a um acordo sobre a redução do número de dias de férias, parcelamento do pagamento de abono de férias, etc.

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