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Governo dos EUA reage a bônus da AIG e pode cortar ajuda bilionária

Congressistas debatem a criação de impostos sobre rendimentos especiais de executivos; Geithner quer descontar pagamentos

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SÃO PAULO – Os conflitos entre o governo dos Estados Unidos e a direção da seguradora AIG acirraram-se na última terça-feira (17). Reagindo ao pagamento de bônus a executivos, membros da administração de Barack Obama e congressistas ameaçam penalizar a empresa.

No centro da discórdia, o recebimento de pagamentos especiais de final de ano, via bônus, em geral relacionados ao desempenho das empresas e à produtividade do funcionário. Todavia, a AIG recebeu bilhões de dólares dos cofres públicos, apenas para sobreviver.

Cerca de US$ 165 milhões foram empregados no pagamento de bônus a 73 funcionários da maior seguradora dos EUA. Desses, 11 não mais trabalham para a companhia.

Reação

Indignados com a destinação dos recursos públicos e pressionados por suas bases eleitorais, representantes e senadores foram ao ataque e sugeriram medidas para impedir o livre acesso às premiações, como imposto de 35% sobre o rendimento extra de funcionários.

Na mesma toada, o secretário do Tesouro – Timothy Geithner -, afirmou que utilizará mecanismo legal aprovado junto ao pacote de estímulo à economia para cortar pagamentos considerados inconsistentes com o propósito da ajuda ou de outra forma contrários ao interesse público.

Criatividade

Deste modo, os US$ 165 milhões utilizados no pagamento de bônus devem ser descontados dos US$ 30 bilhões injetados na companhia recentemente. Geithner ainda afirmou que poderá adotar punições adicionais.

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Para o assessor econômico da presidência, Lawrence Summers, “o que houve na AIG foi ultrajante”, tanto em relação à sua gestão antes da crise quanto à aceitação – sem embaraços – dos bônus pelos executivos. Ele afirmou que o governo será criativo para reaver os polêmicos recursos.