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SÃO PAULO – As ações da Cielo (CIEL3) caem 5,56% por volta das 14h30 (horário de Brasília) para R$ 49,11 – mínima intradiária -, refletindo a possibilidade de que o governo volte a intervir no mercado das operadoras de cartões de débito, crédito e benefícios. No mesmo horário, o Ibovespa recua 0,78%, atingindo os 59.607 pontos.
“Saiu uma matéria no Valor Econômico comentando que o governo vai apertar a regulação no setor”, afirma Carlos Daltozo, analista do BBInvestimentos. Com isso, os papéis já movimentaram R$ 201,11 milhões com pouco mais de quatro horas de pregão, volume acima da média dos últimos 21 pregões, que foi de R$ 172,64 milhões.
De acordo com Daltozo, a expectativa é que o governo agora intervenha para quebrar a exclusividade no setor de vales de alimentação. “O governo pretende quebrar com isso, lembrando que a Cielo opera o Visa Vale, o maior programa de vale-refeições do Brasil”, destaca o analista. Com isso, espera-se que esse tipo de bandeira possa ser processado em mais de um tipo de máquina, passando para a grande rival Redecard – ou as outras que as seguem no setor.
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Além disso, Daltozo ressalta que há outro ponto em que o governo estaria interessado em mexer: o preço do aluguel dos POS (Point of Sale), as famosas maquininhas. “O preço do aluguel está acima de quando as exclusividades de bandeira acabaram, em 2010”, salienta Daltozo, lembrando que antigamente o aluguel custava R$ 61,00, e atualmente atinge a casa dos R$ 64,00. “As operadoras atribuem essa alta à mudança de tecnologia”, avalia.
Mudando a tecnologia ou não, o fato é que o governo está interessado em reduzir esse tipo de custo para o lojista. “Com a quebra da exclusividade, cada maquininha passa mais transações que anteriormente, e o governo não vê isso com bons olhos”, finaliza Daltozo. Com o risco regulatório em alta, os papéis da empresa operam próximas do seu pior patamar desde abril.