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SÃO PAULO – Os crimes contra os direitos humanos praticados no site de relacionamentos Orkut, denunciados pela organização não-governamental SaferNet, foram contestados pelo procurador da empresa Google Brasil, Durval Noronha. “São números subjetivos, não auditados”, afirmou o procurador.
De acordo com a SaferNet, o Orkut lidera, na internet brasileira, o número de denúncias em crimes relacionados a direitos humanos. Das 105.971 denúncias do tipo anotadas entre 30 de janeiro e 22 de agosto, 100.252 estão ligadas a perfis e comunidades no site de relacionamentos, o que equivale a 93% do total das denúncias.
Pedofilia é crime mais comum
Com 39 mil denúncias, o crime mais comum é a pornografia infantil e pedofilia, responsável por 39,65% dos crimes apontados no Orkut.
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Em razão dessas denúncias, o Ministério Público Federal paulista encaminhou uma ação civil pública à Justiça Federal, obrigando a Google Brasil a prestar informações de pessoas que praticam crimes no Orkut. Mas para Noronha, quem deve responder ao Ministério Público não é a subsidiária brasileira, mas a Google Inc., que controla a Orkut Inc..
Segundo o procurador, muitas dessas denúncias se relacionam a comunidades que já estão fora do ar. “Na audiência realizada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, eles (SaferNet) apresentaram uma relação de conteúdo de pedofilia de 300 comunidades. Quando foi feita a averiguação dessas comunidades, mais de 90% já não existia mais”, disse Noronha.
Denúncias
Ele disse que a empresa norte-americana Google Inc. tem mecanismos voltados para o combate de práticas ilegais em seus domínios, e no próprio site Orkut é possível enviar denúncias de qualquer pessoa. “Há também filtros que impedem conteúdos ilegais ou vedados pela política de uso do Orkut“, informa.
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A empresa garante que realiza uma auditoria diária em todas as comunidades para retirada de conteúdo impróprio e atende solicitações de prejudicados ou de autoridades por meio de seus procuradores espalhados pelo País.