Golpe do Pix liderou processos nos tribunais brasileiros em 2025; veja ranking

O golpe superou líderes históricos no ano passado, como do motoboy falso e do boleto

Camila Lutfi

Publicidade

Entre as ações sobre fraudes mais recorrentes na Justiça em 2025, o chamado golpe do Pix lidera os processos. O golpe da falsa central de atendimento também aparece com destaque nos tribunais brasileiros.

É o que indica um levantamento do Jusbrasil, divulgado primeiro para o Uol, revelando que fraudes digitais são as que mais atingem os cidadãos atualmente.

O estudo analisou 129 mil decisões judiciais entre 2010 e agosto de 2025. De janeiro até agosto do ano passado, os golpes que mais possuíam casos judiciais no ano eram:

Já no período completo, ou seja, desde 2010, a fraude do falso motoboy e do boleto lideram com folga. Veja o ranking de decisões judiciais:

O número pode ser ainda maior, considerando que o estudo quantificou apenas processos com o termo “golpe” e que chegaram aos tribunais.

Além disso, tribunais dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul são os que mais possuem ações do tipo.

Continua depois da publicidade

LEIA TAMBÉM:

Pix: passo a passo de novo mecanismo de devolução de dinheiro em caso de fraude

Foi vítima de fraude ou golpe no Pix? Veja como pedir dinheiro de volta

Pix tem novas regras para recuperação do dinheiro de vítimas de golpe; veja

Como funciona o golpe do Pix?

O golpe do Pix consiste em uma fraude de engenharia social, a qual utiliza de técnicas digitais para enganar a vítima. A intenção é de que a vítima envie o dinheiro voluntariamente aos criminosos, o que dificulta eventuais ressarcimentos.

Em geral, a vítima é abordada em algum canal digital por algum perfil ou contato de uma pessoa conhecida. Por exemplo, um “filho” que precisou trocar de número e pede uma quantia em dinheiro.

Continua depois da publicidade

A vítima é enganada e envia o valor para o suposto conhecido e só então percebe que era um golpe. Muitas vezes, como a transferência foi realizada de forma voluntária, as instituições financeiras não têm como provar que foi um golpe e, em muitos casos, a vítima não recebe o dinheiro de volta.

Há medidas de segurança que vem tentando melhorar isso, como o MED (Mecanismo Especial de Devolução): essa ferramenta acompanha o “caminho do dinheiro” em ocorrências de golpes, fraudes ou coerções envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos. O uso pelas instituições financeiras é obrigatório desde o dia 2 de fevereiro de 2026.