Gastos: consumo de energia com eletrodomésticos ainda pode diminuir

Já fez de tudo para diminuir o consumo e não conseguiu? Problema está no equipamento. Trocá-lo pode ser a melhor opção

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SÃO PAULO – As famílias podem fazer de tudo para diminuir a conta de energia elétrica, ao tomar banhos mais curtos ou desligar as luzes durante o dia, mas o grande vilão da despesa são os eletrodomésticos, responsáveis por cerca de 30% do consumo residencial.

Caso você já tenha feito de tudo para economizar, comece a pensar no próprio equipamento. Desde 2000, os fabricantes passaram a comercializar geladeiras e outros produtos com a Etiqueta Nacional de Conservação e Energia – ENCE – com a promessa de que os compradores gastariam menos dinheiro e energia.

Etiquetagem no exterior

A etiquetagem no Brasil mostra um quadro de 76% dos refrigeradores no mercado com nota A e B em economia de energia, número que sobe para 84% nos dúplex. Mas o processo de conservação ainda é novo aqui no País.

Na União Européia, os refrigeradores e congeladores chegaram a duas novas categorias, superiores à nota A, que chegam a ter economia de 37% em relação à categoria. Com a etiquetagem, a União Européia economizou 30% em energia elétrica entre 1996 e 2000.

Troca de eletrodoméstico

De acordo com o Idec, apesar da etiquetagem ser vantajosa para o consumidor, poucas pessoas a conhecem e a maioria da população ainda conta, em suas residências, com geladeiras, máquinas de lavar e fogões antigos, que consomem mais energia.

Mas o consumidor deve estar atento. Os gastos extras com energia a cada mês podem chegar ao preço de uma geladeira nova parcelada. Por isso, pense e veja se vale a pena evitar o gasto com o novo eletrodoméstico e continuar a pagar caro pela energia elétrica.