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Gastos com saúde aumentam em todo o mundo

Segundo pesquisa, um dos principais motivos do fenômeno é o desperdício de tecnologia. No final, quem paga a conta é o consumidor

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SÃO PAULO – Cada vez mais aumentam os gastos com saúde em todo o mundo. Segundo pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o percentual destinado ao setor – inclusas as gamas pública e privada – somam cerca de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil.

“Esse total se aproxima da média de 9% dos países europeus”, garantiu o superintendente-executivo da entidade, José Cechin. “Mas os gastos per capita, por outro lado, estão muito abaixo disso”, argumentou.

Desperdício

Mas o que isso muda no bolso do consumidor? Segundo o estudo, enquanto nos Estados Unidos gastam-se US$ 6 mil para cada cidadão, no Brasil esse valor não chega a 10% do total. Para se ter uma idéia, na rede privada o investimento é de US$ 500. Na pública não atinge US$ 300.

Porém, a tendência é de aumento nesses valores. Isso porque, com as novas tecnologias na área de medicina, cresce também seu mau uso – o que, por sua vez, resulta em desperdício.

Exames

“Muitas pessoas fazem exames e acabam não indo pegar no laboratório. Já alguns médicos pedem outros exames muito sofisticados, e extremamente caros, que não seriam estritamente necessários. Isso, quem paga, não é nem o médico e nem a pessoa. É um terceiro: o plano de saúde ou o governo.”

Com o aumento dos gastos na rede privada, conforme Cechin, cresce também o preço dos planos de saúde. “No final, quem paga mesmo são as pessoas”, ressaltou.

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Segundo ele, além disso, a população está se tornando mais idosa – e é nesse momento da vida que mais se utilizam os serviços de saúde. “Também deve ser levado em conta que as tecnologias avançam muito rápido. Um equipamento se torna obsoleto antes mesmo de ter amadurecido, o que não gera retorno de investimento”, explicou.

Solução

Como solução de barateamento dos planos de saúde, Cechin dá uma sugestão que, segundo ele, deve ser levada em consideração em longo prazo. “A estrutura dos seguros no Brasil ou são ambulatoriais ou hospitalares. Deveria haver um meio-termo, não tão caro, mas que oferecesse mais serviços”, afirmou.

Em sua opinião, porém, essa mobilidade ainda não pode ser efetivada dentro da realidade do País. “O brasileiro está acostumado com cobertura total. Isso levaria uma longa discussão no Congresso e no Ministério da Saúde”, finalizou.