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SÃO PAULO – O movimento do comércio varejista caiu 1,35% na primeira quinzena de junho, na comparação com igual período do ano passado, em virtude do feriado prolongado e dos jogos da Copa do Mundo de Futebol, segundo pesquisa do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
No período, as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) – vendas a prazo – caíram 3,4%, enquanto as consultas ao Usecheque – aquisições à vista – registraram a pequena variação positiva de 0,7%.
Até o Dia dos Namorados, o movimento no varejo registrava alta de 5,85%. Mas a estréia do Brasil nos gramados alemães no dia seguinte derrubou as consultas ao SCPC em 97% entre 16 e 18 horas, na comparação à terça-feira (06) que antecedeu a data do jogo, segundo Marcel Solimeo, diretor do IEGV.
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Otimismo e cautela
A média diária das consultas ao longo do mês, no entanto, aumentou 4,6% no SCPC e 9,1% para o Usecheque, em comparação com igual período de 2005. “O feriado tirou um dia de vendas e ainda tivemos um jogo da Seleção em dia útil, que chega a reduzir quase 40% o movimento no varejo”, analisa Emílio Alfieri, economista do IEGV. “Por outro lado, nos dias em que não há jogo, as vendas de TV e artigos esportivos aceleram, o que pode fazer junho fechar com bom saldo”, anima-se o especialista.
Ele acredita que o sexto mês do ano fechará com saldo positivo em função do Dia dos Namorados, do aumento do salário mínimo e da queda do juros.
Prova disso foram as negociações positivas do comércio na primeira quinzena de junho, na comparação com os 15 primeiros dias de maio. Enquanto as consultas ao SCPC cresceram 3,1% no período, ao Usecheque esse aumento chegou a 2,3%. Como o SCPC é o termômetro das vendas a prazo, chega-se à conclusão de que os produtos de maior valor agregado vêm sendo os mais procurados.
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Inadimplência recua
Na última quinzena, a inadimplência registrou variação negativa. O levantamento da SCPC mostra que as dívidas excluídas do cadastro cresceram 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as dívidas incluídas no sistema de proteção ao crédito cresceram 4% no mesmo período. Mesmo assim, Alfieri afirma que esses dados são insuficientes para uma projeção mensal.