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SÃO PAULO – Não foram somente os fundos de investimento que foram afetados pelas mudanças nas regras de contabilização das aplicações pertencentes às suas carteiras de investimento. Os fundos de pensão, isto é, aqueles fundos fechados que recebem contribuições dos trabalhadores e das empresas empregadoras, de forma a garantir um rendimento complementar quando estes trabalhadores se aposentarem, também foram afetados.
Buscando exatamente evitar distorções na forma com que os ajustes na carteira destes fundos, que em geral aplicam em títulos de prazo mais longo, a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), propôs que os fundos adotem uma regra única para fazer os referidos ajustes. Com isto, a SPC pretende evitar distorções no rendimento das carteiras dos fundos devido à introdução da marcação a mercado.
Fundos de pensão são menos afetados
Apesar das mudanças, introduzidas pelo Banco Central (BC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no último dia 29 de maio, afetar tanto os fundos de investimento, quanto os fundos de pensão, estes últimos foram menos afetados pelas mudanças.
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Em primeiro lugar porque o volume de recursos aplicados em títulos de dívida pública, que nos fundos DI e de renda fixa pode chegar a 90% nos fundos de pensão este percentual é bem mais baixo, de apenas 53,8%, com base nos dados de março publicados pela Abrapp.
Além disto, como estas perdas tendem a diminuir à medida que os títulos vencem, e acabam sendo minimizadas quanto menor forem os saques de recursos, os fundos de pensão acabam sendo beneficiados, uma vez que o saque de recursos não é permitido antes da aposentadoria, o que garante tempo suficiente para que recuperem as perdas que tiveram. Já os fundos de investimento tradicionais, acabaram sendo mais penalizados, ao sofrerem saques de R$ 2,38 bilhões em apenas dois dias depois do anúncio das novas regras.