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Fundos de MPEs: BC determina redução do Fator de Ponderação de Risco

O fator é uma reserva que o banco é obrigado a fazer, com recursos próprios, para garantir parte do crédito emprestado

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SÃO PAULO – O crédito para empresas deve aumentar a partir de agora. Isso porque o Banco Central emitiu a Circular 3.471, na noite da última sexta-feira (16), alterando o FPR (Fator de Ponderação de Risco) dos bancos, de 11% para 5,5%, em operações cobertas pelos fundos garantidores de crédito.

É o caso do FGO (Fundo Garantidor de Operações), operado pelo Banco do Brasil, e o FGI (Fundo Garantidor de Investimentos), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Na prática, o fator – que está previsto no Acordo de Basiléia – é uma reserva que o banco é obrigado a fazer, com recursos próprios, para garantir parte do crédito que emprestará ao cliente. O valor da reserva vai depender de quanto a instituição está emprestando e da ponderação de que ela fará com relação ao nível de risco da operação. Quanto maior o risco, maior deve ser o valor provisionado pelo banco.

Segundo informações da Agência Sebrae, a redução do FPR é explicada pela garantia dada pelos fundos às micro, pequenas e médias empresas, que assegura até 80% do empréstimo, em caso de inadimplência.

Consequências

Na opinião do técnico do Sebrae, Roberto Marinho Zica, “a decisão do Banco Central vai fortalecer os fundos frente ao sistema financeiro nacional, como instrumentos ágeis, seguros e fidedignos. Por outro lado, sobrará mais dinheiro para emprestar”.

“O anúncio foi muito positivo, na medida que permite ao agente financeiro reduzir o capital próprio nas operações. Isso irá aumentar ainda mais o interesse dos bancos em apoiar os fundos. Também significa mais recursos a serem disponibilizados às empresas”, afirma o chefe do Departamento de Política e Gestão dos Instrumentos de Garantias para Acesso ao Crédito do BNDES, Marcelo Cardoso.