Fumar dirigindo será considerado infração de trânsito

Depois de vetar o uso dos celulares, agora chega a vez dos fumantes de plantão optarem entre a direção e o cigarro

Publicidade

SÃO PAULO – Os fumantes de plantão podem se preparar, pois um projeto de lei em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pretende fazer com que o cigarro seja proibido enquanto o motorista estiver dirigindo no trânsito. A notícia foi recebida com indignação por boa parte dos fumantes, enquanto foi elogiada pelos antitabagistas que sequer permitem cigarro em seus carros.

O novo projeto atinge mais uma vez boa parte dos motoristas, que recentemente foram proibidos de falarem ao celular no trânsito, exceto com o uso do aparelho viva-voz, além de proibir o uso do aparelho também em postos de gasolina, lei este que já está aprovada, mas ainda depende de regulamentação.

Projeto não questiona malefício do cigarro

Segundo o relator do projeto de lei, o senador Jefferson Peres (PDT-AM), a nova medida não visa diminuir o número de fumantes, ou alertar para os malefícios do cigarro, a intenção é reduzir o número de acidentes aumentando a segurança no trânsito, isto porque não há como negar que se o motorista tiver que fazer uma manobra brusca, certamente o cigarro irá atrapalhá-lo bastante.

O senador lembra ainda que apesar de acreditar que muitos motoristas preferem ser multados a largarem o cigarro, o sentido educativo da proibição deverá atingir os mais conscientes, que deverão inclusive deixar o vício de uma vez.

Embora a maioria dos fumantes seja contra o projeto de lei, eles são praticamente unânimes ao reconhecerem que o cigarro tira a atenção ao volante, porém isto não significa que deixarão de fumar, pelo contrário, já avisaram que não pretendem largar o vício e muito menos deixar de fumar enquanto dirigem.

Caso seja aprovada pelo CCJ, o projeto seguirá diretamente para apreciação da Câmara dos Deputados. Contudo. Embora a votação do projeto esteja prevista ainda para esta quarta-feira, eventualmente, em razão da reforma judiciária que também se encontra na pauta desta quarta-feira, a votação poderá ser adiada para a próxima semana.