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SÃO PAULO – Preocupado com os maus hábitos da população relacionados à saúde, o governo do Japão conduziu uma pesquisa para avaliar o impacto financeiro destes hábitos, e chegou a números impressionantes.
Baseado nos dados de cerca de 50 mil habitantes da prefeitura de Miyagi, coletados no período de nove anos entre o começo de 1995 e o fim de 2003, um grupo de cientistas descobriu que a falta de cuidado pode custar caro.
De acordo com o levantamento, os japoneses que fumam são sedentários, o que significa que caminham por menos de uma hora por dia, ou estão acima do peso, e tendem a pagar cerca de 40% a mais nos gastos com saúde quando comparado com pessoas sem esses fatores de risco.
Mais saúde, menos gastos
Enquanto japoneses acima do peso, com histórico de uso de cigarro e que andam menos de uma hora por dia gastam em média 29,3 mil ienes com médicos, pacientes que não estão expostos a esses riscos gastam em média 20 mil ienes com médicos. A diferença varia dependendo se o paciente apresenta um ou todos os fatores de risco.
Os pesquisadores estimam que o custo total da adoção de hábitos nocivos à saúde aumenta em 4 trilhões a ¥5 trilhões os gastos dos cidadãos e do governo relacionadas a cuidados médicos.
Diante disso, os pesquisadores recomendam que a elevação do valor das contribuições ao seguro de saúde público dos japoneses que adotam hábitos nocivos à saúde, e que estejam mais sujeitos ao risco. Outra proposta apresentada seria limitar os gastos com saúde em 30 trilhões ao ano.
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O Ministério da Saúde, do Trabalho e do Bem-estar tem investido prioritariamente na prevenção, promovendo exames preventivos e incentivando a população a levar um estilo de vida mais saudável, para evitar doenças relacionadas como câncer, diabetes e derrames.