Fraudes: passagens clonadas chegam aos aeroportos

Cerca de 300 mil pessoas embarcam com bilhetes frios todos os anos; na lista dos passageiros destaque para artistas, empresários e políticos

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SÃO PAULO – O número de fraudes cresce cada vez mais no país, são inúmeros casos de clonagem de celulares, cheques, cartões, placas de automóveis, telefones fixos, etc, fazendo com que o consumidor seja freqüentemente lesado pela ação de estelionatários.

Mas as empresas também têm se tornado vítimas cada vez mais freqüente deste tipo de ação, tanto que há cerca de um ano as companhias aéreas descobriram um novo golpe no setor: o das passagens aéreas clonadas. Para se ter uma idéia, estas passagens são vendidas por quadrilhas que chegam a cobrar menos da metade do preço das passagens comuns.

Textura do papel é diferente

Embora pareça absurdo, de acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav) anualmente são 300 mil passageiros que embarcam com passagens clonadas. Devido à sua qualidade de produção, os bilhetes falsos só são identificados após o desembarque do passageiro. Desde o início do ano já foram apreendidos 10 mil bilhetes clonados.

O grande problema é que as filas do check-in são em sua maioria muito longas, de forma que os atendentes não têm tempo o suficiente para analisarem com mais calma as passagens frias que, por sua vez, apresentam uma ótima resolução, chegando a ser idênticas às originais, com código de barras e numeração aparentemente normais.

A única diferença que pode ser notada é com relação à textura do papel do bilhete, contudo, isto ainda não é um empecilho para que a passagem passe facilmente pelo check-in na hora do embarque, sobretudo pelo fato do sistema atual dos aeroportos não possuírem dispositivo que permita a identificação do bilhete clonado.

Medidas de segurança

Uma das medidas de segurança a ser tomada será implementar um sistema que acuse no ato o recebimento de uma passagem clonada, de forma que o passageiro poderá ser preso na mesma hora e ainda responderá por processo criminal pela prisão em flagrante.

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Promotores acreditam que as passagens estejam sendo clonadas no Paraguai e sendo vendidas no Brasil, para que serem utilizadas inclusive nos vôos domésticos, embora os vôos internacionais sejam o principal foco destas quadrilhas. Vale lembrar que não só as quadrilhas, mas também quem usa os bilhetes poderão ser punidos e terão que responder por processo criminal.

Até o momento cerca de 300 pessoas já foram identificadas por utilizarem este tipo de passagem, dentre elas artistas, empresários e políticos. A Abav lamenta a ação dos estelionatários uma vez que a clonagem das passagens faz com que o volume de vendas de passagens aéreas recue consideravelmente, resultando em grandes prejuízos para as empresas.