Força Sindical pede reajuste da tabela do Imposto de Renda

Depois de manter a política de correção anual da tabela do IR por quatro anos, o benefício termina em 2010

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SÃO PAULO – Depois de manter a política de correção anual da tabela do Imposto de Renda por quatro anos consecutivos, o benefício previsto em lei termina neste ano.

Segundo a Força Sindical, o acordo, firmado em 2006 entre as Centrais Sindicais e o governo, beneficiou milhões de trabalhadores e fomentou a economia brasileira.

“Ressaltamos que, no acordo, estava previsto que a correção da tabela do IR seria revista em 2011. Vale destacar que, com o crescimento da economia, as entidades sindicais lutaram muito para conseguir reajustes salariais bem acima da inflação. Isto fará com que milhares de trabalhadores, que estavam isentos, passem a pagar Imposto de Renda caso não ocorra uma nova correção em 2011”, afirmou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, em nota.

“A Força Sindical, junto com as demais Centrais Sindicais, acredita na sensibilidade do governo sobre a abertura imediata de negociação, visando corrigir esta injustiça social”, completa o documento.

Entenda o assunto
A lei 11.482, de maio de 2007, determinou que a Tabela Progressiva do Imposto de Renda da Pessoa Física seria corrigida em 4,5% ao ano até o ano-calendário 2010.

Com a proximidade do fim do benefício, como fica a tabela e, principalmente, a situação do contribuinte?

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De acordo com Luiz Antonio Benedito, diretor de Estudos Técnicos do Sindifisco Nacional, é importante chamar a atenção para esse assunto, já que a falta de correção da tabela prejudica a renda de todos os trabalhadores, principalmente daqueles que ganham menos.

Segundo o Sindifisco, as correções feitas nos últimos 15 anos foram apenas parciais e não refletiram o custo de vida do período.

“Os reajustes não foram suficientes, mas foram melhor do que nada”, diz o diretor. “Se não houver correção para 2011, a defasagem aumentará ainda mais”.

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Segundo Benedito, a falta de correção passa a onerar mais o trabalhador que ganha menos, pois, em razão de um reajuste salarial que apenas repõe a inflação, por exemplo, ele pode sair da faixa de isenção e passar a ser tributado.

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