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SÃO PAULO – A aquisição da rede D’Or pelo Fleury (FLRY3) deve ampliar de forma expressiva a presença do Grupo no Rio de Janeiro, onde a concorrente Dasa (DASA3) tem forte atuação.
Segundo Mauro Figueiredo, presidente do Fleury, após a conclusão da aquisição, o Grupo passará a ter 85 unidades no Rio de Janeiro – um salto em relação às 29 atuais. “Passamos a ter talvez a maior rede em número de unidades. A presença no Rio muda de patamar completamente”, disse o executivo em teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira (16).
O memorando de entendimentos avalia a aquisição em pouco mais de R$ 1 bilhão e envolve 50 unidades de atendimento ambulatorial e serviços diagnósticos, incluindo também a prestação de serviços de medicina diagnóstica na rede D’Or. “Faremos a parte clínica das análises nos hospitais do Rio e de São Paulo, e no hospital São Luiz também faremos diagnóstico por imagem”, explicou Figueiredo.
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O presidente do Fleury ressaltou também que a aquisição – a 25ª nos últimos nove anos – é mais do que somente uma aquisição, não só por seu porte mas também porque envolve uma associação com um grupo importante no País, e que tem um alinhamento de valores com o Fleury. “[O negócio] traz uma forte parceria, traz possibilidade de cada um dos grupos se focar no que sabe fazer melhor”.
O executivo traçou perspectivas bastante otimistas para a parceria, em termos de ganhos de produtividade, poder de negociação e redução de custos, por exemplo. Figueiredo também afirmou que a marca da rede provavelmente será mantida, mesmo com a reestruturação das marcas do Grupo, prevista para o primeiro semestre de 2011.
Rede D’Or: foco em hospitais
Já do lado da adquirida, Jorge Moll, presidente do Grupo D’Or, afirmou que agora a rede poderá focar-se somente na parte de hospitais, já que tem um parceiro estratégico que vai liderar a área diagnóstica.
O Grupo, lembrou Moll, começou no ramo de diagnósticos por imagem, mas acabou restringindo essas atividades a pontos mais específicos devido ao crescimento dos negócios hospitalares.
Prazos e novas aquisições
Figueiredo ressaltou que o Fleury não tem pressa em concluir a aquisição. Os estudos para que o contrato seja fechado devem durar mais três ou quatro meses – depois disso, a estimativa do executivo é que a integração entre os negócios, que é bastante ampla, dure cerca de dois anos. Cabe dizer que a rede D’Or conta com cerca de 3 mil funcionários e 500 médicos prestadores de serviço.
Ainda segundo ele, não há restrições para novas aquisições desse porte. Figueiredo afirmou que o grupo é “bastante conservador” em termos de estrutura de capital, mas que a aquisição da rede D’Or ainda deixará a divida líquida em patamar “absolutamente confortável”, cerca de 0,5 vez o Ebitda (geração operacional de caixa).
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