Fique atento às suas contas no débito automático

O serviço, que tem como intenção facilitar a vida do consumidor, pode trazer problemas em alguns casos. Veja orientações de especialista

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SÃO PAULO – Com a vida corrida, às vezes sobra pouco tempo para controlar os pagamentos. Por isso, muitas pessoas optam pelo débito automático. Sem custo adicional, a pessoa autoriza determinadas prestadoras de serviço a sacarem o total da fatura direto de sua conta bancária.

A facilidade, no entanto, pode se tornar um problema caso o consumidor não tenha total conhecimento sobre suas contas ou se houver algum tipo de cobrança indevida. Por isso, antes de optar pelo serviço, o consumidor precisa ficar atento a alguns detalhes.

Comprometimento

“Quando você autoriza um estabelecimento, seja ele qual for, a debitar dinheiro da sua conta, caso venha uma fatura no valor de R$ 10 mil e você tiver o montante, ela será paga”, explicou o economista e mestre da Faculdade Rio Branco, Antônio Cândido Azambuja.

O problema, segundo o especialista, é a impossibilidade de limitar um valor para o débito automático. “Se a cobrança vier errada, a pessoa recorrerá a ela depois que já tiver pago. Isso faz com que seja muito mais difícil resolver o problema. A pessoa perde o poder de barganha”, concluiu.

Juros

Chegou o dia de pagar a conta, mas não há saldo suficiente em sua conta-corrente. Nesses casos, o pagamento não é realizado. Em outras situações, bastaria a pessoa se dirigir a uma instituição financeira o mais rápido possível para pagar o boleto com atraso e economizar nos juros.

No entanto, no caso de contas cadastradas nesse tipo de serviço, a fatura encaminhada à casa do cliente não tem caráter de cobrança. É apenas um documento para simples conferência de valores.

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“Assim, a pessoa não pode simplesmente pagar com atraso”, adicionou Azambuja. Nesses casos, explicou o economista, a fatura do mês seguinte – normalmente – vem com o débito do mês de referência mais o do período anterior – este, acrescido de multa referente aos 30 dias de atraso.

“É muito mais difícil conseguir uma segunda via. A pessoa precisa ligar para o estabelecimento e pedir. Enquanto isso, ficam rolando os juros.”

Sem descontrole

Para não haver descontrole das finanças, Azambuja aconselha às pessoas que lancem mão do serviço nos casos de contas básicas, como água, luz e telefone.

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“São valores menores que causam menos problemas”, orientou.

Orientações

A Fundação Procon de São Paulo explica que, para ter acesso ao serviço, o consumidor deve assinar junto ao banco uma autorização discriminando as partes envolvidas e o dia do débito.

Uma vez que o pagamento não for confirmado, deve-se procurar a instituição financeira e solicitar esclarecimento, de preferência por escrito. Nestes casos, os juros e encargos decorrentes desta falha não são de responsabilidade do correntista.

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Se houver cancelamento da facilidade ou qualquer alteração nos termos da contratação, o cliente deve se manifestar junto ao banco, por escrito com cópia protocolada.