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SÃO PAULO – Nem terminou o prazo de entrega das declarações de imposto de renda e algumas instituições já começam a oferecer aos seus correntistas linhas de financiamento com base nos valores a serem recebidos a título de restituição de imposto de renda.
Como funcionam as novas linhas
As linhas de antecipação de restituição de imposto de renda são bastante comuns no mercado, em geral trata-se de linhas com custos mais baixos, pois como o consumidor deve receber a restituição do seu imposto, o risco de inadimplência é menor do que nas linhas tradicionais onde não existe nenhum tipo de garantia.
Em geral estas linhas são oferecidas entre os meses de março e novembro, sendo que os valores antecipados variam de acordo com o mês em que o consumidor der entrada no pedido de financiamento, mas não excede duas vezes e meia o valor da renda líquida comprovada.
A primeira instituição a anunciar os termos deste tipo de financiamento para o ano de 2002 foi a Nossa Caixa. De acordo com a instituição os juros a serem cobrados devem ficar em 2,9% ao mês, abaixo, portanto, das linhas tradicionais de empréstimo pessoal da própria instituição que estão em cerca de 3,95%. Os financiamentos devem funcionar como um crédito rotativo cujo valor mínimo é de R$ 200. Para valores acima de R$ 2 mil também é preciso ter avalista, sendo que a quitação do financiamento deve ser feita ou na data de recebimento da restituição ou até o dia 30 de novembro.
Cuidado com os atrasos nas restituições
Contudo é preciso cuidado na hora de levantar este tipo de financiamento, no ano passado, por exemplo, muitos consumidores optaram por estas linhas, mas acabaram tendo dificuldades para quitar o saldo devedor devido ao atraso no pagamento das restituições.
Para evitar este tipo de situação o melhor é se planejar durante o ano, para ter recursos suficientes para quitar seu saldo devedor mesmo sem ter recebido a restituição de IR. Lembre-se que muitas vezes o atraso no recebimento da restituição não significa que você cometeu erros na sua declaração, mas simplesmente reflete o fato de que atualmente a Receita se encontra sobrecarregada para processar um número crescente de declarações.