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SÃO PAULO – Na hora de comprar seu carro novo a maior parte das pessoas opta pelo financiamento, já que são poucos aqueles que têm o suficiente para a compra a vista. Como os juros praticados durante este ano ficaram em patamares bastante elevados, a expectativa é que as vendas financiadas de carros fechem o ano em forte queda.
Queda de 32% em 2002
Segundo dados da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o setor trabalha com a expectativa de que neste ano as vendas de carros através de financiamentos registrem queda de 32,5% frente ao ano passado.
Com base nestas informações, o diretor-executivo da Anef, José Romélio Ribeiro, acredita que o volume total de financiamentos de automóveis deva fechar o ano em cerca de R$ 6 bilhões. Vale lembrar que no início do ano passado, a taxa de juros básica da economia estava em apenas 15,25% ao ano, mais de sete pontos percentuais abaixo do seu nível atual, que é de 22% ao ano.
A queda no volume de financiamentos deste ano, segue um ano de forte crescimento, já que em 2001, o volume de financiamentos ficou em R$ 8,9 bilhões cerca de 23,6% acima do registrado no ano 2000, quando o volume de financiamentos foi de R$ 7,2 bilhões.
Compra a vista cresce
A queda é ainda maior se comparada com as previsões de volume de financiamentos para este ano da própria Anef. As provisões feitas no início do ano eram de que o volume de financiamentos ficasse em R$ 9,5 bilhões, cerca de 37% acima do que efetivamente deve ocorrer.
De acordo com o presidente da Anef, a queda no volume de financiamentos reflete não só o alto patamar de juros, mas também o fato de que alguns consumidores, diante da incerteza que prevaleceu nos mercados por boa parte do ano, optaram pela compra a vista dos seus veículos. Ribeiro acredita que as vendas a vista também se beneficiaram das perdas dos fundos DI e renda fixa ocorridas em maio deste ano.
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Na época o Banco Central introduziu a marcação a mercado para os títulos de dívida pública que compunham a carteira de investimentos destes fundos o que levou alguns deles a registrar perdas. Preocupados muitos investidores sacaram os recursos investindo optando ou por redirecionar seus investimentos, ou pela compra de bens duráveis como automóveis. Apesar de não ter divulgado dados, o presidente da Anef afirmou que um levantamento preliminar da Associação sugere que o percentual de vendas a vista aumentou em 2002.