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SÃO PAULO – Buscando compensar as perdas com o atraso na votação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória por Movimentação Financeira), o ministro da Fazenda, Pedro Malan, anunciou que a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) deve ser aumentada. Diante deste anúncio, as financeiras começam a se mobilizar contra esse aumento, alegando que isso iria prejudicar ainda mais o financiamento de vendas a prazo.
Proposta será encaminhada ao Governo
A mobilização foi liderada pela Associação das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, Acrefi. A Associação pretende enviar ao Governo uma proposta de que a taxação incida somente sobre operações de crédito acima dos R$ 50 mil. Desse modo, a população que mais utiliza os financiamentos, ou seja, a classe baixa não será prejudicada.
A mudança na alíquota do IOF deve ocorrer no próximo dia 18 de junho, mesmo dia em que a CPMF deixa de ser cobrada por prazo indefinido. O mercado acredita que a alíquota do IOF será a mesma da CPMF (0,38%). Atualmente, a CPMF incide somente sobre a movimentação financeira, ao contrário do IOF, que é cobrado sobre operações financeiras, dentre elas as compras a prazo.
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Clientes de financeiras serão os mais prejudicados
Nas financeiras, os clientes pagam uma alíquota de 1,5% sobre o valor do bem adquirido a prazo, acrescida dos juros cobrados pelas financeiras, que giram em torno de 7% ao mês. Esses serão os mais prejudicados com o aumento, já que terão que arcar com alíquotas maiores de IOF.
Para aqueles que realizam empréstimos pessoais, o IOF também é cobrado sobre a transação. Como o tomador destes empréstimos arca com a CPMF e o IOF, acabarão não sendo prejudicados como os que levantam empréstimos nas financeiras.
Mesmo com o aumento do imposto, a Crefisa não acredita que haverá queda na demanda de financiamentos. Atualmente, a empresa conta com uma base de aproximadamente 60 mil clientes e atua principalmente na área de empréstimos pessoais em dinheiro.