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SÃO PAULO – O 3° setor vem ganhando destaque nas empresas de pequeno e grande porte em todo o País, já que ações filantrópicas começam a fazem parte do cotidiano das corporações brasileiras. Neste sentido, Por uma iniciativa da Bovespa, dezenas de projetos sociais agora poderão receber patrocínio de pessoas físicas ou jurídicas, através dos mecanismos do pregão.
Trata-se da Bolsa de Valores Sociais, BVS, programa lançado no começo do mês de junho. Pode parecer complicado, mas o projeto irá agilizar milhares de doações, com o objetivo de contribuir com a inclusão social de crianças e jovens carentes de todo o Brasil.
O Conselho do BVS é composto por diversas personalidades ligadas à educação e à entidades filantrópicas, como o ministro Cristovam Buarque, o jornalista Gilberto Dimenstein, a presidente do MAM e do Itaú Cultural, Milú Villela e o ex-jogador Raí de Oliveira, atual presidente da Fundação Gol de Letra.
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Como uma bolsa de verdade
Após a eleição de um governo de “esquerda”, ações sociais e políticas empresarias filantrópicas tornaram-se a bola da vez. Paralelamente às iniciativas do Governo, como o Fome Zero e o Renda Mínima, organismos privados também estão se articulando para viabilizar seus próprios projetos e aumentar o volume de recursos destinados a causas sociais. Dessa vez, a educação virou prioridade, por estar associada à inclusão social.
A Bolsa Social é organizada da seguinte forma: os projetos são selecionados e apresentados aos futuros doadores através de um portfólio. Caberá então aos “investidores” decidir em quais projetos irão aplicar suas doações, e o montante vai sendo acumulado pela própria BSV. Eles poderão comprar as ações através de uma corretora de valores ligadas à Bovespa, ou pelo site da BVS: www.bovespasocial.org.br.
Nesse sentido, os recursos são destinados às instituições quando é atingido o valor total do projeto, ou pelo menos o parcial, referente a uma etapa. Os investidores podem acompanhar pelo site da instituição a evolução do projeto, já que, como nas empresas de capital aberto, as fundações são obrigadas a apresentar a cada três meses balanços financeiros e relatórios, para que suas ações sejam de conhecimento público.
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O objetivo é aproveitar a infraestrutura da Bovespa, que tem quase 400 empresas listadas e uma centena de corretora de valores. Uma forma de juntar a “fome com a vontade de comer”. Empresas e pessoas físicas poderão encontrar bons projetos filantrópicos, e ter certeza de que seu dinheiro está sendo emprego de maneira eficiente.
Incluindo o seu projeto
A BVS está aberta para as Organizações Sociais que realizem projetos ligados à área de educação, voltados para jovens entre 7 e 25 anos. Devem ser fundações sem fins lucrativos, de caráter público e não-governamental. Caso sejam aceitas, as fundações terão o selo “Organização Listada na Bovespa”, com garantia de qualidade e transparência assinada pela Bovespa.
Para isso, é preciso preencher um formulário que está no site da instituição, e esperar que a proposta seja avaliada por especialistas da área de educação, que levarão em conta o formato do projeto e o conteúdo pedagógico, sem esquecer de analisar sua viabilidade. A última tarefa ficará por conta do Conselho, que será o responsável pela listagem do projeto na BVS.