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SÃO PAULO – Os aficionado por filmes de ficção científica devem ter ficado entusiasmados com os dispositivos de segurança ultra modernos usados em filmes como Minority Report – A Nova Lei, que se baseiam no reconhecimento de retina.
Pois a ficção científica, pelo menos no que diz respeito ao reconhecimento de pessoas, já cruza com a realidade, e, em pouco tempo estima-se que passarão a fazer parte do nosso cotidiano até que documentos de identidade não sejam mais necessários.
Indústria deverá crescer
Esse tipo de tecnologia, que usa as particularidades de cada corpo humano para fazer a identificação do indivíduo chama-se segurança biométrica, e deve seu ainda iniciante sucesso à precisão e ao bom preço.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Para se ter uma idéia, instalar um mouse com reconhecimento digital para assegurar seu computador sai por menos de US$ 100 nos EUA, enquanto sistemas de ponto através da mesma tecnologia ficam por volta dos US$ 500. A expectativa é de que a indústria vá crescer fortemente dentro de 3 a 5 anos.
Impressão digital
O mais comum em uso é o reconhecimento através da impressão digital. É sabido de longa data que as impressões digitais são únicas, e que não existem duas pessoas com a mesma marca nos dedos.
Então, o scanner usado para a identificação recolhe imagens de alguns pontos peculiares das impressões, como o redemoinho bem no meio das pontas dos dedos e outras marcas semelhantes e cria um padrão. Cada vez que o usuário usar o identificador, essas marcas serão checadas e, ao coincidirem, a trava, catraca ou porta é liberada.
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Mão única
Outro método, também entre os mais populares é o reconhecimento através da mão. O usuário a ser identificado coloca uma de suas mãos sobre uma superfície, e o aparelho cruza os dados relativos aos tamanhos dos dedos, medidos pela condução elétrica da mão, com os recolhidos durante o cadastro da pessoa.
Além de ser muito raro duas pessoas com o mesmo tamanho de um dedo, é impossível que todas as medidas coincidam, o que elimina a possibilidade de confusão de identidades.
Olho no olho
Mais raro, porém mais preciso é o reconhecimento dos olhos, seja pela íris, a parte colorida, ou pela retina, o fundo do olho. Através de imagens obtidas através de câmeras digitais, os scanner identificam áreas individuais, como pontos, para posterior comparação, no primeiro caso, e vasos sanguíneos iluminados com laser no segundo.
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Reconhecimento facial
Porém o mais assustador, tanto pela tecnologia quanto pela capacidade de minar a privacidade das pessoas, é o reconhecimento facial. Da mesma forma que a ocular, essa forma de identificação obtém imagens do rosto do indivíduo e compara com imagens anteriores em pontos como distância entre os olhos e outras características únicas de cada face.
A polêmica em torno dessa última se dá pelo fato de que o identificado pode nem se dar conta de que está sendo reconhecido, já que o sistema não depende, como os outros apresentados aqui, de interatividade.