Festa Junina sem quentão; 61% do preço do produto é composto por impostos

Nos quitutes mais consumidos na festa junina, a incidência tributária é de 36,54% na cocada, paçoca, pé de moleque ou amendoim

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SÃO PAULO – No sábado (13), Dia de Santo Antônio, começam, oficialmente, as comemoração de festas juninas, que só devem acabar lá pelo dia 29 de junho (Dia de São Pedro). Porém, as quermesses típicas poderiam ser muito mais festivas se não fosse a alta carga tributária embutida no preço dos produtos consumidos nesta época.

Segundo um levantamento realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), os itens mais tributados são as bebidas, como o quentão, que tem 61,56% de impostos, o vinho quente, com 54,73% e o refrigerante, nas versões lata (46,47%) e garrafa (44,55%). Os fogos de artifício também possuem elevada incidência tributária de 61,56%. 

Nos quitutes mais consumidos na festa junina, a incidência tributária é de 36,54% na cocada, paçoca, pé de moleque ou amendoim; 35,38% na canjica;  34,99% na pipoca; e 24,07% no pinhão.

“Se o valor destinado ao pagamento de impostos não fosse tão alto, e repassado no preço dos produtos, certamente o consumidor brasileiro poderia aproveitar melhor as festividades desta época do ano, comprando mais”, afirma o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Veja abaixo a carga tributária de mais produtos:

Produto Carga tributária
Fonte: IBPT
Quentão 61,56%
Fogos de Artifício 61,56%
Vinho 54,73%

Refrigerante (lata)

46,47%
Refrigerante (garrafa) 44,55%
Pé de moleque 36,54%
Cocada 36,54%
Amendoim 36,54%
Canjica 35,38%
Pipoca 34,99%
Camisa xadrez 34,67%
Vestido típico 34,67%
Chapéu de Palha 33,95%
Fubá 25,28%
Pinhão 24,07%
Milho cozido 18,75%