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Fenacor sugere uso de certificado para conter utilização de peças falsas em oficinas credenciadas

Fraude foi denunciada na segunda-feira pelo Jornal da Band; Federação sugere que as entidades que representam as seguradoras se manifestem

Jamille Niero

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O Jornal da Band de segunda-feira (26) denunciou o uso de peças falsas por oficinas mecânicas de São Paulo credenciadas pelas seguradoras. Em resposta, a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados) divulgou comunicado com sugestões para coibir esse tipo de prática, que envolveria ainda a venda dos itens com valores muito abaixo da média de mercado para peças genuínas e a utilização de etiquetas falsas de grandes distribuidoras.

Na avaliação da entidade, uma medida que poderia trazer bons resultados em curto prazo seria, por exemplo, criar a exigência de que todas as oficinas mecânicas credenciadas pelas seguradoras tenham, obrigatoriamente, um certificado CR (Certificado de Registro), documento comprobatório do ato administrativo que efetiva o registro da pessoa física ou jurídica similar ao do Exército para autorização do exercício de atividades, e que já é adotado no caso dos carros blindados. Esse certificado seria emitido por instituições ou certificadoras cadastradas na Susep.

A Fenacor defende ainda “uma ação rigorosa, coordenada e urgente dos órgãos públicos, especialmente da Susep e da Polícia Federal”, uma vez que ações similares já aconteceram em outros estados além de São Paulo, segundo apuração da entidade, além de ser uma questão que “envolve risco de vida para consumidores”. “É de suma importância a pronta intervenção dessa autarquia, a fim de mitigar eventuais e potenciais prejuízos aos segurados”, alerta o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

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A reportagem apontou ainda que as oficinas credenciadas não estariam recusando tais peças falsificadas pelo receio de serem descredenciadas pelas sociedades seguradoras. “Em sendo verdade, não podemos compactuar, sob pena de incrementarmos ou fomentarmos o ciclo vicioso que essa denúncia visa coibir”, adverte Vergilio.

A Federação também sugere que as entidades que representam as seguradoras se manifestem e adotem medidas preventivas e de controle “para evitar o agravamento dessas manobras dos possíveis golpistas”.

Jamille Niero

Jornalista especializada no mercado de seguros, previdência complementar, capitalização e saúde suplementar, com passagem por mídia segmentada e comunicação corporativa.