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SÃO PAULO – Na semana passada os Correios anunciaram que estariam iniciando um processo de seleção de até duas seguradoras para a distribuição de apólices de seguros nas 5,5 mil agências espalhadas pelo país.
A intenção seria enviar, até o final de outubro, um plano detalhado de implantação do Seguro Postal ao Ministério das Comunicações. As seguradoras teriam exclusividade na distribuição destes seguros, que seriam mais simplificados e destinados às classes C e D.
Exclusão de corretores deve acarretar protestos
Por sua vez, a diretoria da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) anunciou que deve acompanhar de perto este processo, afirmando que pretende encabeçar um movimento nacional contrário à seguradora que venha a optar pela exclusão do corretor do seguro postal.
De acordo, o presidente da Fenacor, Armando Virgílio dos Santos Jr, caso isto aconteça os 77 mil corretores de seguro registrados no país, assim como as entidades representativas da categoria devem fazer uma enorme oposição ao projeto, o que poderia acabar diminuindo o interesse das seguradoras em participar da concorrência.
Para Santos Jr, o próprio presidente dos Correios no Brasil, Humberto Mota, concorda que a intenção não é a de excluir os corretores de seguros do processo. Para Mota o principal objetivo seria aumentar a base de consumidores do produto, uma vez que a intenção é focar nas classes C e D, cuja maioria nunca teve qualquer tipo de seguro na vida. Santos Jr lembra que a intenção dos Correios não é a de criar uma seguradora independente, mas sim selecionar uma seguradora ou consórcio de menor porte, que se responsabilizará pelas vendas do produto.