Fecomercio propõe fusão do Banco do Brasil com CEF

Segundo "Simplificando o Brasil", com somente um banco, haveria ganho de escala, redução de custos administrativos e acabaria a sobreposição de papéis

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SÃO PAULO – A fusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal acabaria com a sobreposição de papéis, traria ganhos de escala e redução de custos administrativos. A idéia foi defendida pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), durante seminário que apresentou o estudo Simplificando o Brasil: Sistema Financeiro, nesta terça-feira (15).

O estudo sugere a redução na tributação sobre a intermediação financeira e a concentração da fiscalização num único banco. Além disso, indica redução nos custos dos regulamentos, capitalização e depósitos dos bancos, o que geraria maior disponibilidade de crédito.

Oferta de crédito

O Simplificando o Brasil aponta que seria possível implementar algumas mudanças imediatas, sem a necessidade de grandes reformas constitucionais.

A pesquisa indica algumas adaptações legais para proteger as instituições financeiras da inadimplência, o que reduziria o risco de financiamento de crédito. Com isso, haveria aumento de oferta de empréstimos aos consumidores.

Dívida pública encarece crédito

O que encarece a oferta de crédito é a alta dívida pública, que torna lucrativo aos bancos emprestar dinheiro para o Governo. O estudo sugere uma “Selic over”, com taxas menores, e outra “Selic meta”, para operações de médio prazo. A medida desestimularia os bancos e sobraria dinheiro nos caixas, o que faria as instituições baixarem as taxas de juros.

De acordo com o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, o estudo propõe mudanças no regime de metas de inflação. “Talvez aqui resida o maior problema, o crowding out, ou seja, o Governo toma uma enorme quantia de dinheiro e expulsa do mercado os demais tomadores de empréstimos”, disse o economista.