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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados permaneceu estável no mês de maio. Enquanto em abril 61% das pessoas possuíam algum tipo de dívida (em atraso ou não), neste mês o percentual passou para 60%.
Mas, quando comparada a maio de 2005, a parcela de endividados é sete pontos superior. No quarto mês do ano passado, 53% dos paulistas declararam possuir algum tipo de débito em aberto.
Os números, divulgados nesta quarta-feira (24) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.
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Inadimplência
Observando-se os dados, percebe-se que as pessoas estão evitando contrair mais dívidas, pois enfrentam dificuldades para pagar as que já possuem.
Com a quitação das contas típicas de início de ano (IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares) e com o aumento do salário mínimo, o nível de inadimplência caiu sete pontos percentuais. Os consumidores com débitos em atraso, que em abril somavam 45%, passaram para 38% em maio.
Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 73% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 70%.
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Comprometimento da renda
A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas também caiu. Dos consultados, 24% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em maio, contra 27% dos entrevistados em abril.
Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados registrou elevação de 2 pontos percentuais, passando de 35% em abril para 37% neste mês. Em relação ao prazo médio de endividamento, para 24% dos consumidores ele é inferior ou igual a três meses. Para cerca de 41%, de três meses a um ano e, para outros 35%, suas dívidas têm vencimento superior a um ano.
Perspectivas
Segundo a Fecomercio, enquanto no curto prazo os efeitos do lento crescimento da renda são atenuados pela expansão do crédito, futuramente esse mecanismo poderá elevar ainda mais o risco de inadimplência.
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A entidade alerta que são exatamente os consumidores com menor remuneração os que terão sua capacidade de pagamento reduzida.