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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados caiu três pontos percentuais no mês de abril. Enquanto em março 64% das pessoas possuíam algum tipo de dívida (em atraso ou não), neste mês o percentual passou para 61%.
Seguindo a mesma tendência, quando comparada a abril de 2005, a parcela de endividados é também ligeiramente menor. No quarto mês do ano passado, 63% dos paulistas declararam possuir algum tipo de débito em aberto.
Os números, divulgados nesta segunda-feira (17) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.
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Inadimplência
Observando-se os dados, percebe-se que as pessoas estão evitando contrair mais dívidas, pois enfrentam dificuldades para pagar as que já possuem.
Devido ao acúmulo de contas típicas de início de ano (IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares), o nível de inadimplência subiu três pontos percentuais. Os consumidores com débitos em atraso, que em março somavam 42%, passaram para 45% em abril.
Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 70% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 78%.
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Comprometimento da renda
A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas subiu. Dos consultados, 27% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em abril, contra 21% dos entrevistados em março.
O comprometimento da renda dos consumidores endividados permaneceu estável em 35% este mês. Já o prazo médio de endividamento mostra que 68% dos consumidores possuem compras parceladas em até 12 meses, contra 31,4% que as financiaram por um prazo maior.
Segundo a Fecomercio, deve haver redução dos juros e ampliação da oferta de crédito nos próximos meses. Se a renda não crescer no longo prazo, contudo, a expansão do crédito pode aumentar ainda mais o risco de inadimplência, alerta a entidade.