Fecomercio: endividamento cai e inadimplência fica estável na Grande SP

De acordo com a entidade, estabilidade da renda pode acabar elevando o risco de dívidas futuras

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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados caiu no mês de julho. Enquanto em junho 57% das pessoas possuíam algum tipo de dívida (em atraso ou não), neste mês esse nível caiu para 52%.

Os números, divulgados nesta segunda-feira (17) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.

Trata-se do menor nível desde que a pesquisa passou a ser realizada, em 2004. Com relação aos consumidores endividados com contas em atraso, o índice passou de 39% em junho para 40% em julho, praticamente estável.

Comprometimento da renda

A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas subiu no período. Dos consultados, 30% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em julho, contra 23% dos entrevistados um mês antes.

Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados subiu seis pontos percentuais, passando de 34% em junho para 40% neste mês. Em relação ao prazo médio de endividamento, para 18% dos consumidores ele é inferior ou igual a três meses. Para cerca de 43%, de três meses a um ano e, para outros 38%, suas dívidas têm vencimento superior a um ano.

Perspectiva

Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 69% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 75%.

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Para o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, “embora o crescimento do rendimento médio real tenha colaborado para a redução do endividamento, ele ainda é insuficiente para uma melhora generalizada de todos esses indicadores”. Para a Fecomercio, se a renda continuar evoluindo em ritmo lento, é possível que aumente o risco futuro de inadimplência.